A vila e a lagoa de Óbidos consolidam-se como um dos polos mais dinâmicos de arquitetura contemporânea e turismo de qualidade em Portugal. Fazemos o ponto de situação dos principais projetos em curso na região.
O ritmo de construção junto à Lagoa de Óbidos não abranda. Entre resorts consolidados, novos empreendimentos e conceitos inovadores ligados ao surf e à sustentabilidade, esta faixa da Costa de Prata continua a atrair alguns dos nomes mais relevantes da arquitetura e do investimento turístico português.
West Cliffs e Royal Óbidos mantêm um ritmo de construção sólido, consolidando-se como dois dos resorts de referência da zona, com campos de golfe, oferta imobiliária e infraestruturas de cinco estrelas junto ao oceano.
Mesmo ao lado do Royal Óbidos, avança também a passos largos a Surferscove, a primeira piscina de ondas artificiais de Portugal, que vai utilizar tecnologia Wavegarden® Cove para gerar ondas consistentes tanto para iniciantes como para surf de alta performance — um projeto que promete reforçar a vocação desportiva e de lazer da região.
No Bom Sucesso Resort, avançam os últimos retoques em várias moradias unifamiliares isoladas, ao mesmo tempo que ganham forma as 26 moradias em banda projetadas pelo arquiteto Alcino Soutinho e as 13 da autoria de Gonçalo Byrne, reforçando o estatuto do Bom Sucesso como um dos maiores conjuntos de arquitetura contemporânea de autor construídos na Europa.
Também na área da lagoa avançam os empreendimentos Lagoon Village e West Lake Eco Resort, ambos apostados numa arquitetura mediterrânica e sustentável, integrada na paisagem entre a lagoa e o oceano.
E perto do mar, vai ganhando forma um novo projeto de Telmo Faria: um ecoresort que vai recuperar antigas vinhas da região e que vai desfrutar de vistas privilegiadas sobre o oceano Atlântico e as ilhas Berlengas.
Com toda esta atividade na região, não é surpresa que nós, na Nave Lagoa, também estejamos a preparar várias novidades para a próxima temporada. Stay tuned!
Muitos lembrarão a série Os homens do Presidente (The West Wing), que se desenvolveu durante sete temporadas entre o final do século passado e o começo do presente. Foi um thriller político com Martin Sheen, que supunha uma nova visão das interioridades da equipa presidencial americana.
Foi justamente durante esses mesmos anos que se realizou o design e desenvolvimento inicial do que hoje é uma das maiores atrações de Portugal e um verdadeiro luxo para qualquer amante do golfe: os quatro campos da zona da lagoa de Óbidos. Praia del Rey, Guardian Bom Sucesso, Royal Obidos e West Cliffs são quatro campos excelentes e espetaculares, todos já com prêmios internacionais, e com um futuro ainda mais prometedor. E que oferecem ao amante do golfe a incrível oportunidade de jogar em quatro campos de classe mundial distantes só cinco minutos uns dos outros. Parafraseando a série, os poderiamos chamar “The West Swing”.
Como esta semana muitos jogadores estarão já a olhar para suas agendas e seus tacos, vamos apresentar alguns detalhes desses quatro campos e algumas dicas para quem ainda não os conhece.
O primeiro
dos campos a abrir as portas foi o Praia del Rey, em 1997. Desenhado por Cabell B.
Robinson, combina buracos entre pinhais e links a beira do oceano. Às vezes, o
vento pode ser o maior desafio, portanto, quem não tiver tempo de jogar uma ronda
completa pode ter que escolher dependendo do tempo desse dia; os nove segundos
têm vistas espetaculares da costa do Atlântico, mas também são os mais
complexos se o vento soprar.
O Guardian Bom Sucesso foi inaugurado em 2008, com a peculiaridade de estar inserido em um resort de design e arquitetura, com casas assinadas por alguns dos melhores arquitectos do mundo. Outro elemento curioso em Bom Sucesso é que, ao estar integrado no universo do European Tour, organiza regularmente eventos e atividades profissionais, o que permite ao jogador amateur ver com que proximidade, ou distância, está seu scorecard das dos profissionais. Aquí podem ver-se, por exemplo, as dos jogadores que participaram na Q School do European Tour em outubro de 2018 e 2019.
O campo foi
desenhado por Donald Steel e, embora tenha alguns buracos interessantes e
complicados, pode-se dizer que tem um nível de dificuldade um pouco mais baixo
que o dos campos vizinhos, especialmente porque está menos exposto ao vento.
Desde o tee do espectacular buraco 17 podemos desfrutar de uma das
melhores panorâmicas de toda a área da lagoa.
O terceiro campo em ordem cronológica é o Royal Óbidos. Foi o último campo desenhado pelo Seve Ballesteros e tem alguns buracos que fazem boa a promessa de Seve de criar aqui um lugar maravilhoso para o golfe. Se só pudermos fazer nove buracos, vale a pena escolher os nove primeiros, que olham para a área da lagoa de Óbidos e incluem o carismático buraco 3, um par 3 com o green numa ilha, onde é necessário combinar a máxima precisão na escolha do taco e evitar se distrair com as belas vistas da lagoa.
O último dos
campos a abrir as portas, em 2017, foi o West Cliffs, que começou com grande força depois de
ter sido escolhido o “Melhor novo campo do mundo” pelo World Golf
Awards. Projetado por Cynthia Dye, a neta do lendário Pete Dye, é um campo
exigente, mas de grande beleza natural entre as dunas.
Os quatro campos
oferecem bons pacotes para poder experimentar um diferente todos os dias e eles
também tendem a oferecer preços especiais na temporada baixa e nas saídas à tarde.
E para
completar as possibilidades de golfe da região, há ainda mais duas opções
interessantes. Em primeiro lugar, a meio caminho entre Óbidos e Lisboa, na área
de Torres Vedras, encontra-se o Dolce Campo Real, um campo de 18 buracos desenhado por
Martin Ebert enquanto ainda fazia parte da equipa de design de Donald Steel. O
campo, inaugurado em 2005, se foi gradualmente consolidando e, em 2016, foi
escolhido o melhor resort de golfe em Portugal nos Global Brand Awards. É uma
aposta diferente, com muitos mais árvores e grandes declives que podem ser um
desafio para os menos preparados fisicamente.
E,
finalmente, uma opção menos ortodoxa, mas também de interesse, seria o campo de
nove buracos em Botado, ao lado do hotel MH Atlántico, a 1 km ao
sul de Peniche. É um campo mais selvagem, menos cuidado em algumas áreas, mas
precisamente por causa disso, beneficia-se de ter menos jogadores. É a opção
ideal para beginners ou famílias com crianças, que podem sair ao campo
sem muita pressão. E estando ao lado das praias de Supertubos e Consolação,
permite desfrutar de alguns buracos com vistas do oceano muito comparáveis
aos de seus vizinhos de maior pedigree. Em suma, uma alternativa interessante
para completar o leque da oferta de golfe na área.
E vocês? Já
jogaram nestes campos? Algum buraco foi especialmente memorável?