Nave Lagoa

Azeite, ouro líquido

Muitos o chamam ouro líquido, o maior estandarte da dieta mediterrânea. Devido ao seu alto teor de ácidos monoinsaturados, é unanimemente considerado um alimento essencial na dieta, um antioxidante natural. Mas quando chegamos à loja, sabemos distinguir alguns azeites de outros? Por que existem tantas diferenças no preço? Há boas opções na região Oeste para quem quer consumir produtos locais?

A estas questões dedicamos as seguintes linhas, deliberadamente básicas em alguns pontos, para também ajudar nossos amigos internacionais a aproximar-se a um produto que fora dos países do Mediterrâneo é ainda quase desconhecido. Se olharmos para as estatísticas de consumo por pessoa, Grécia, Espanha, Itália, Portugal e Chipre estão no topo, com níveis entre 12 e 5 litros por pessoa por ano. Mas na França não chega a dois litros e na Alemanha ou no Reino Unido não chega a um litro. Fora da Europa, o consumo está crescendo notavelmente na Austrália e nos Estados Unidos, mas ainda com valores modestos. Menção especial merece o caso da China, onde o consumo também está a crescer, embora obviamente os números por pessoa não sejam significativos, dado o tamanho da população; mas é fácil perceber a importância que o azeite está a adquirir lá se vemos que nos últimos anos os hectares plantados com oliveiras somam o equivalente à província espanhola de Jaén (a zona com maior produção de toda a península ibérica); a grande maioria das oliveiras chinesas foram plantadas no vale do rio Bailong, com uma clima semelhante ao Mediterrâneo, e um nome também dos mais adequados para abordar a nossa cultura (bailón em espanhol quer disser bailão).

Para quem chega à loja e não sabe nada sobre o azeite, a primeira coisa a ter em mente é que a maior qualidade é o azeite extra virgem, puro suco de azeitona, com excelente sabor e as melhores propriedades nutricionais. É o mais comum em saladas ou pratos que dão para apreciar mais esse excelente sabor. Talvez a melhor maneira de experimentá-lo e conhecê-lo seja simplesmente com pão e um pouco de sal, que é um pequeno almoço muito comum na Península Ibérica.

No seguinte nível de qualidade fica o azeite virgem e, finalmente, o refinado, que é usado mais para frituras ao suportar melhor as altas temperaturas e ter um preço um pouco menor.

Tal como acontece com o vinho, com os azeites e as azeitonas também existem variedades diferentes, com diferentes sabores. E também denominações de origem protegidas, que devem usar as variedades da área em questão. Existem muitos sabores diferentes de azeite e é uma questão de experimentar e descobrir o que se dá melhor com os nossos gostos. A cor não é muito relevante em relação ao sabor; normalmente é mais verde se forem utilizadas azeitonas menos maduras e mais amarelo com azeitonas mais maduras, mas em ambos os casos o sabor depende mais da variedade de azeitonas do que da cor do azeite.

Um ponto que é importante ter em conta e que difere do vinho é que o azeite se deteriora com o tempo e, principalmente, com a luz. Portanto, é conveniente adquirir e consumir o azeite o mais próximo possível de sua data de comercialização e manter a garrafa armazenada fora da luz. É por esse motivo que as melhores marcas tendem a usar garrafas de vidro escuro ou enrolam a garrafa com um plástico opaco.

A região Oeste não é caracterizada por grandes olivais, mas na região vizinha do Ribatejo sim que é um elemento muito importante e desde a época medieval há evidências de Santarém como um importante centro de produção de azeite de qualidade. Assim, entre as seis denominações de origem protegidas em Portugal, uma é precisamente “Azeites de Ribatejo DOP”.

Para aqueles que querem conhecer alguns dos azeites que são produzidos na área, podem começar com três marcas que tiveram vários prêmios internacionais e representam muito bem a excelência dos azeites da região.

A primeira recomendação é o Cabeço das Nogueiras, da jovem empresa SAOV, criada em 2004, mas que já acumula vários prêmios com a combinação bem sucedida de inovação tecnológica e sabor tradicional. A segunda seria a Casa Anadia, que é uma casa clássica com grande tradição olivácea desde o século XVII e faz um firme compromisso com a qualidade e não com a quantidade. E o terceiro é o Colheita das Lezírias, uma das opções premium de produção local da casa Gallo, que é uma das mais importantes empresas produtoras de azeite em Portugal e tem a sua sede na cidade de Abrantes, junto ao rio Tejo.

O primeiro pode ser encontrado por cerca de 9 euros a garrafa de 500 cc, exclusivamente em lojas especializadas e gourmet. O segundo também pode ser encontrado no Continente, por cerca de 7 euros a garrafa de 500 cc. E o terceiro é o mais mainstream e pode ser comprado por cerca de 5 euros a garrafa de 500 cc.

Mas, voltando às semelhanças com o vinho, há excelentes azeites extra virgens por preços muito acessíveis, de 5 a 6 euros por litro, e o ideal é que cada pessoa experimente variedades e encontre a que melhor se adapte aos seus gostos. Existe todo um mundo de sabores para descobrir.

E vocês? Já tem alguns azeites preferidos? Alguma recomendação para esta nossa comunidade?

Trick or… healthy treat? Dicas para um Halloween mais saudável

Nos últimos anos, em parte devido à influência do cinema e das séries de origem norte-americana, está a espalhar irremediavelmente por Europa a tradição de ir pelas casas na noite de 31 de outubro para pedir doçura ou travessura. Já que muitos pais prefeririam que seus filhos não tomassem tanta açúcar, hoje nos perguntamos se é essencial que o presente seja na forma de doces? Vamos abrir o debate para pensar em conjunto se houver alguma maneira de melhorar um pouco a situação.

Se olhamos para a história, vemos que o costume deriva das tradições medievais europeias, nas quais era solicitada comida no Dia de Todos os Santos. Em Portugal, espalhou-se especialmente a partir de 1756, no primeiro aniversário do terrível terremoto que atingiu Lisboa e deixou muitas pessoas a passar por dificuldades. Começou assim o chamado pão-por-Deus, no qual eram recitados versos positivos a quem colaborava:

Esta casa cheira a broa,

Aqui mora gente boa.

Esta casa cheira a vinho,

Aqui mora algum santinho.

E também versos negativos a quem nada dava:

Esta casa cheira a alho,

Aqui mora um espantalho.

Esta casa cheira a unto,

Aqui mora algum defunto.

Pouco a pouco a tradição se está a perder, exceto nas áreas de Fátima e Famalicão, onde ainda permanece, embora com dificuldades ante o impulso do Halloween americano e seus doces.

Em várias zonas da Espanha, perto de Portugal, há também tradições similares no Dia de Todos os Santos. Em Zamora, Salamanca, Cáceres e Badajoz a tradição é chamada de carbote ou calbote, são assadas castanhas no campo e as crianças fazem a chaquetía e vão pelas casas e recebem castanhas e frutas.

Assim, vemos que pelo menos há uma boa base histórica para poder explicar às crianças as possíveis mudanças. A chave estaria num bom marketing. Por exemplo, se assarmos castanhas e estão quentinhas quando as crianças chegarem, poderemos “vender” a vantagem de manter as mãos quentes durante o resto da noite, que geralmente já é fresca. O mesmo se fizermos um bolo caseiro e oferecermos um pedaço com um pouco de chocolate quente. Aliás, na Inglaterra medieval nestas datas se oferecia o soul cake, que muitos apontam como a origem mais direta da tradição americana.

Outra boa alternativa poderia ser fazer pequenos smoothies de frutas. Smoothies tendem a ser bem recebidos pelas crianças e com certeza que alguns deles podem preferir essa boa injeção de vitaminas e energia para continuar a jornada noturna.

E finalmente há aqueles que sugerem pedaços de frutas cortadas com uma forma triangular e um pau abaixo para pegá-lo, que é outra maneira divertida de comer a fruta.

São apenas algumas ideias. Certamente esta dinâmica comunidade de colaboradores pode ter mais sugestões…

Estudar e surfar? Em Portugal, yes, we can!

Faz dois anos agora que foi inaugurado um novo campus universitário em Carcavelos, na costa entre Lisboa e Cascais, para estudos de business e economia. O chamam a Nova Way of Life. A novidade é que o centro busca dar uma oferta conjunta de estudos econômicos com beach life e novas tecnologias, no estilo de alguns centros californianos.

Com a colaboração de empresas líderes como Microsoft, Cisco e Axians, a ideia é ter um centro muito aberto, com Wi-Fi em todo o espaço e até mesmo na praia adjacente, para facilitar aos alunos o aproveitamento das novas tecnologias em todo momento e em todo lado. Por exemplo, há um projeto de supermercado Pingo Doce, aberto 24h, onde não há caixas e o pagamento e só electrónico.

Teremos que esperar ainda um pouco para ver se esse novo conceito funciona. Mas sem dúvida que o ambiente em Portugal é agora ideal para o desenvolvimento de projetos tecnológicos e inovadores, e a melhor prova e a chegada constante de empresas grandes e pequenas a abrir novos centros em Portugal (entre elas, Amazon, Google ou Mercedes Benz, como indica este interessante artigo). Mas seja qual for o resultado do centro de Carcavelos, a verdade é que é um exemplo interessante para outras universidades portuguesas, que poderiam aproveitar melhor a sua proximidade ao mar e a ligação que existe entre juventude e surf para internacionalizar a sua oferta e atrair muitos mais estudantes europeus.

Em Peniche, muito perto do farol do Cabo Carvoeiro, encontra-se o Campus 4 da Universidade Politécnica de Leiria, com uma oferta educativa que destaca nas áreas de biotecnologia marinha, engenharia alimentar e estudos relacionados com a gastronomia e a gestão do turismo. Não parece difícil imaginar que algumas dessas aulas possam ocorrer perfeitamente nas praias de Supertubos ou Baleal, a apenas 10 minutos do campus. Um ambiente descontraído e proximidade com o mar proporcionam inúmeras vantagens para o bem-estar físico e intelectual.

E o mesmo acontece nos campus da Marinha Grande e das Caldas da Rainha, que também têm práticas ​​ciclovias para chegar ao mar, facilitando ainda mais os movimentos dos estudantes que pretendem deslocar-se pela zona. As e-bikes estão a ser toda uma revolução na mobilidade e se tornaram o meio preferido de transporte para os estudantes, que valorizam acima de tudo sua sustentabilidade, flexibilidade e baixo custo. Tendo em conta que os estudantes do ensino superior europeu procuram cada vez mais completar os seus estudos com alguma experiência internacional, os centros deveriam tentar oferecer elementos distintivos que os façam destacar, ser diferentes e atraentes, pois está provado que a maior diversidade internacional nas aulas é um fator que enriquece e aumenta a qualidade e o prestígio do centro. Pode haver algo mais atraente para os jovens do norte da Europa, acostumados aos dias frios com pouca luz, do que estudar em shorts na areia da praia?

The rain in Spain stays mainly in the plain; dicas para dias de chuva em Portugal

Nos anos 60 do século passado, foi lançado um filme musical chamado My Fair Lady, dirigido por George Cukor, com Audrey Hepburn e Rex Harrison nos papéis principais. Teve grande sucesso entre o público e os críticos e recebeu inúmeros prêmios, até o Oscar de melhor filme.

Embora na Espanha a exibição de filmes em versão original estar a crescer pouco a pouco, naquela época só era possível ver os filmes na versão em espanhol. E, no caso de filmes musicais, como My Fair Lady, as letras das músicas também eram traduzidas, o que às vezes era um autêntico desafio para encaixar a música original. Para manter a métrica ou o ritmo, os tradutores precisavam fazer pequenas alterações na letra original. No caso de uma das canções de My Fair Lady, que em inglês se chamava “The rain in Spain”, a mudança foi radical e se tornou “La lluvia en Sevilla es una pura maravilla”. A razão, neste caso, era para necessidades argumentativas.

No texto em inglês o personagem de Eliza Doolittle tinha dificuldades com a pronúncia correta das letras “ai”, que em inglês às vezes adota o som [ei] e o professor usava a frase “the rain in Spain stays mainly in the plain” para ajudar Eliza a melhorar sua pronúncia. O problema é que em espanhol a frase “a chuva em Espanha fica principalmente na planície” não rimava bem e não tinha muita escolha de má pronúncia pois essas letras são pronunciadas como estão escritas e não havia muito argumento lógico para manter a frase original Assim, os tradutores escolheram focar-se na pronúncia da “elle”, que não todas as pessoas pronunciam igual.

Deve ser dito que o problema com a letra e a música não foi apenas na versão em espanhol. Na versão alemã, foi aplicado “Es grün so grün wenn Spaniens Blüten blühen“, que é “O verde é tão verde quando as flores florescem na Espanha”. E em italiano foi “La rana in Spagna gracida in campagna“, que seria “O sapo em Espanha croa no campo”. Mas nenhuma dessas versões foi tão bem sucedida como a espanhola, onde a frase penetrou profundamente na cultura popular e até hoje, mais de 60 anos após a estreia do filme, ainda é comum ouvi-la quando chega um dia de chuva em Sevilha.

Bem, parafraseando esta anedota poderia dizer-se que “A chuva em Portugal, também não está tão mal”. Para começar, porque a chuva mantém as paisagens verdes tão características e atraentes da geografia portuguesa. E o que permite que Portugal seja um dos países líderes em energia renovável, graças à energia hidroelétrica. Mas também porque isso permite ficar em casa, acender a lareira e desfrutar de uma tarde tranquila. Ou embarcar em descobrir alguns planos menos conhecidos pelos turistas e que garantem uma ótima tarde de diversão em família.

Começamos com um dos mais novos, o Quantum Park, em Lisboa, que oferece uma das maiores superfícies indoor de trampolins, áreas de escalada, rampas de skate e zonas de basketball da Europa.

Outro clássico para os dias de chuva é o Oceanário de Lisboa, que em 2018 foi escolhido como o melhor aquário do mundo pelo Tripadvisor, e oferece sempre muita qualidade e atividades interessantes para toda a família.

Para aqueles que estão na região Oeste e não se sintam com ganas de ir de carro para Lisboa, também há planos próximos e atraentes. O Bowling Caldas, ao lado da zona desportiva municipal, oferece bowling, jogos, karaokê e, às vezes, até música ao vivo. E nessa mesma linha, outro plano interessante é o Indoor Karting Caldas da Rainha, que tem uma pista de kart pequena mas divertida, e uma área de jogos com snooker e karaoke.

Uma opção de excursão diferente é visitar as grutas Mira de Aire, localizadas a poucos quilómetros de Fátima e que constituem o maior grupo de grutas de Portugal. Na época em que a exploração comercial começou nos anos 70 do século passado, havia menos sensibilidade para a preservação da natureza, e algumas pessoas podem pensar que as cavernas têm muita intervenção humana. Mas a experiência ainda é muito interessante e as crianças adoram a visita.

E também há sempre o surf, que se pode desfrutar igual, e terminar mais ou menos o mesmo de molhado com chuva ou sem ela. E até o golfe, que com a chuva é um pouco menos agradável, mas se escolhermos os links da Praia del Rey  ou West Cliffs, podemos mesmo ter uma experiência muito semelhante à que os inventores deste desporto nas Ilhas Britânicas teriam em seu tempo.

E, para fechar como começamos, um dos nossos planos favoritos é ir ao centro comercial La Vie, em Caldas, e ver um bom filme. A maioria dos filmes está na versão original, com legendas em português. A restauração neste shopping center é em formato de food court, que permite a todos escolherem o que querem, para toda a família encontrar qualquer coisa de seu agrado e para que a tarde de chuva seja superada com uma nota muito boa.

Abrimos o fórum para partilhar mais ideias para dias de chuva.

As melhores bolas de Berlim: a cake by the ocean?

Existem muitas letras de canções que contêm duplo sentido e sobre as quais se escreveram profundos tratados. Uma especialmente adequada para estas datas, quando o calor retorna e a temporada de praia está a começar, seria Cake by the Ocean, que triunfou em todo o mundo em 2016 e já é um clássico de verão. https://www.youtube.com/watch?v=vWaRiD5ym74

Em poucos países como Portugal, pode-se aplicar a canção tão completamente. Na sua interpretação mais literal encaixa perfeitamente com o costume tradicional português de tomar na praia as bolas de Berlim.

Mas a adoração por este doce é tão popular que algumas pastelarias se especializaram e tornaram as bolas de Berlim a sua maior atração. A Natario, de Viana do Castelo, orgulha-se de vender mais de 1.000 diariamente. A Berlineta surgiu como uma lambreta-food truck itinerante, mas está a consolidar sua posição e já tem lojas fixas na Caparica, Sesimbra, Carcavelos e nas estações de Oriente e Santa Apolônia, em Lisboa. Sua aposta é a variedade de sabores, tanto nas massas, algumas tão originais quanto a beterraba ou cenoura, como nos cremes, que têm mais de vinte diferentes.

Nas praias do Oeste destacam as de Paulino Ribeiro, da pastelaria Santa Cruz, na praia do mesmo nome, apreciadas até pelo Presidente da República. Nos últimos anos, a Don Paulino lhe surgiu um concorrente mais jovem, e com vistas diretas da praia, Farturas do Oeste, mas não será fácil superá-lo em qualidade.

Outro nome muito reconhecível é Concha, a melhor pastelaria de São Martinho do Porto, que vende as bolas de Berlim durante todo o ano na rua de José Bento da Silva 41.

E também são muito especiais as que vende o Forno de Beco, verdadeiro especialista em recuperar sabores tradicionais desde a pequena travessia do Beco do Forno, no centro de Caldas da Rainha.

Portanto, seja na versão para praia ou sob o teto, tradicional ou com sabor, aproveitemos o bom tempo, os dias de praia e tomemos inúmeros cakes by the ocean.

Os melhores campos de golfe do Oeste

Muitos lembrarão a série Os homens do Presidente (The West Wing), que se desenvolveu durante sete temporadas entre o final do século passado e o começo do presente. Foi um thriller político com Martin Sheen, que supunha uma nova visão das interioridades da equipa presidencial americana.

Foi justamente durante esses mesmos anos que se realizou o design e desenvolvimento inicial do que hoje é uma das maiores atrações de Portugal e um verdadeiro luxo para qualquer amante do golfe: os quatro campos da zona da lagoa de Óbidos. Praia del Rey, Guardian Bom Sucesso, Royal Obidos e West Cliffs são quatro campos excelentes e espetaculares, todos já com prêmios internacionais, e com um futuro ainda mais prometedor. E que oferecem ao amante do golfe a incrível oportunidade de jogar em quatro campos de classe mundial distantes só cinco minutos uns dos outros. Parafraseando a série, os poderiamos chamar “The West Swing”.

Como esta semana muitos jogadores estarão já a olhar para suas agendas e seus tacos, vamos apresentar alguns detalhes desses quatro campos e algumas dicas para quem ainda não os conhece.

O primeiro dos campos a abrir as portas foi o Praia del Rey, em 1997. Desenhado por Cabell B. Robinson, combina buracos entre pinhais e links a beira do oceano. Às vezes, o vento pode ser o maior desafio, portanto, quem não tiver tempo de jogar uma ronda completa pode ter que escolher dependendo do tempo desse dia; os nove segundos têm vistas espetaculares da costa do Atlântico, mas também são os mais complexos se o vento soprar.

O Guardian Bom Sucesso foi inaugurado em 2008, com a peculiaridade de estar inserido em um resort de design e arquitetura, com casas assinadas por alguns dos melhores arquitectos do mundo. Outro elemento curioso em Bom Sucesso é que, ao estar integrado no universo do European Tour, organiza regularmente eventos e atividades profissionais, o que permite ao jogador amateur ver com que proximidade, ou distância, está seu scorecard das dos profissionais. Aquí podem ver-se, por exemplo, as dos jogadores que participaram na Q School do European Tour em outubro de 2018 e 2019.

O campo foi desenhado por Donald Steel e, embora tenha alguns buracos interessantes e complicados, pode-se dizer que tem um nível de dificuldade um pouco mais baixo que o dos campos vizinhos, especialmente porque está menos exposto ao vento. Desde o tee do espectacular buraco 17 podemos desfrutar de uma das melhores panorâmicas de toda a área da lagoa.

O terceiro campo em ordem cronológica é o Royal Óbidos. Foi o último campo desenhado pelo Seve Ballesteros e tem alguns buracos que fazem boa a promessa de Seve de criar aqui um lugar maravilhoso para o golfe. Se só pudermos fazer nove buracos, vale a pena escolher os nove primeiros, que olham para a área da lagoa de Óbidos e incluem o carismático buraco 3, um par 3 com o green numa ilha, onde é necessário combinar a máxima precisão na escolha do taco e evitar se distrair com as belas vistas da lagoa.

O último dos campos a abrir as portas, em 2017, foi o West Cliffs, que começou com grande força depois de ter sido escolhido o “Melhor novo campo do mundo” pelo World Golf Awards. Projetado por Cynthia Dye, a neta do lendário Pete Dye, é um campo exigente, mas de grande beleza natural entre as dunas.

Os quatro campos oferecem bons pacotes para poder experimentar um diferente todos os dias e eles também tendem a oferecer preços especiais na temporada baixa e nas saídas à tarde.

E para completar as possibilidades de golfe da região, há ainda mais duas opções interessantes. Em primeiro lugar, a meio caminho entre Óbidos e Lisboa, na área de Torres Vedras, encontra-se o Dolce Campo Real, um campo de 18 buracos desenhado por Martin Ebert enquanto ainda fazia parte da equipa de design de Donald Steel. O campo, inaugurado em 2005, se foi gradualmente consolidando e, em 2016, foi escolhido o melhor resort de golfe em Portugal nos Global Brand Awards. É uma aposta diferente, com muitos mais árvores e grandes declives que podem ser um desafio para os menos preparados fisicamente.

E, finalmente, uma opção menos ortodoxa, mas também de interesse, seria o campo de nove buracos em Botado, ao lado do hotel MH Atlántico, a 1 km ao sul de Peniche. É um campo mais selvagem, menos cuidado em algumas áreas, mas precisamente por causa disso, beneficia-se de ter menos jogadores. É a opção ideal para beginners ou famílias com crianças, que podem sair ao campo sem muita pressão. E estando ao lado das praias de Supertubos e Consolação, permite desfrutar de alguns buracos com vistas do oceano muito comparáveis ​​aos de seus vizinhos de maior pedigree. Em suma, uma alternativa interessante para completar o leque da oferta de golfe na área.

E vocês? Já jogaram nestes campos? Algum buraco foi especialmente memorável?

Destination wedding: let’s marry in Óbidos

É já um clássico da internet a evolução histórica através dos trajes de banho e como eles reduziram progressivamente seu tamanho, desde os macacões rechonchudos do início do século XX até o maiô inteiro, a chegada do biquíni nos anos 60, e um certo renascimento do traje de banho que é observado de tempos em tempos.

Com os casamentos também houve uma evolução notável ultimamente. Alguns anos atrás, a coisa mais comum era um casamento com muitos convidados, numa igreja ou numa quinta da área da residência dos noivos. Também a partir dos anos 60, alguns jovens começaram a ver esse tipo de casamento como muito convencional e optaram por não se casar. Mas isso gerou algumas complicações legais e as Administrações começaram a criar registos de uniões civis, onde se poderiam inscrever e adquirir direitos similares ao casamento aqueles que não queriam estar formalmente casados. Hoje, na maioria dos países europeus coexistem os dois sistemas, mas há uma clara tendência descendente nos números nesses registos paralelos, talvez porque a diferença real é entre formalizar ou não, e não tanto para o fazer em um registo ou outro. Ou talvez porque nos últimos anos surgiram maneiras novas e variadas para celebrar casamentos em locais mais simpáticos, na praia, na mata, em ambientes únicos, que tornaram novamente mais atraente o conceito de casamento.

Uma dessas novas fórmulas é o chamado destination wedding. Consiste em celebrar o casamento longe do local de residência do casal e transformar o casamento numa experiência cultural, original e diferente. Muitas vezes é um desafio logístico, mas também uma oportunidade de partilhar mais intensamente com amigos e familiares a preparação, a celebração e até mesmo a viagem em si.

Este tipo de casamento é geralmente um pouco mais reduzido no número de participantes, porque às vezes as distâncias complicam um pouco a assistência da típica tia Agatha. Esse número menor também às vezes evoca momentos mais intensos, uma experiência de grupo, mais compartilhada, na qual todos acabamos sendo mais participantes do que convidados.

Óbidos é um destino recorrente para este tipo de casamento, especialmente na primavera e no outono, que é certamente quando o charme de suas muralhas e ruas medievais combina melhor com o romantismo que permeia todos os cantos da cidade, como visto por exemplo nesta imagem da grande equipe de fotógrafos de casamento Aguiam.

Mas na linha prática que caracteriza a equipa de Nave Lagoa, é bom advertir a quem considere um destination wedding em Portugal que isto não é Las Vegas, não há casamentos express em Portugal, e devem-se iniciar os procedimentos vários meses antes para garantir que no último momento não fica ainda por conseguir uma tradução ou a apostila de um documento essencial.

Abrimos o fórum no caso de alguém querer partilhar sua experiência positiva ou negativa em torno deste tema tão atraente (nunca melhor dito).