Nave Lagoa

Sobremesa ou kefir

Em muitos restaurantes, quando oferecem prato do dia, costumam dar a possibilidade de terminar com sobremesa ou café. Em Portugal, muitas vezes é difícil escolher, porque todas as sobremesas e cafés são, geralmente, de muito boa qualidade.

A decisão fica com frequência condicionada pela quantidade de comida ingerida anteriormente, o que significa que às vezes acaba-se optando pelo café pois já não há espaço para mais nada. Por vezes também afeta o desejo, quase sempre mal sucedido, de controlar um pouco as calorias. É verdade que algumas das sobremesas mais comuns e deliciosas, como a serradura (à base de natas e bolachas), a baba de camelo (com leite condensado) ou o bolo de bolacha (com bolachas também como ingrediente principal), são um bocadinho calóricas e incluem uma quantidade notável de açúcar refinado.

Por isso, nos últimos tempos começam a surgir opções diferentes e mais saudáveis. Uma opção interessante que já começa a estar nos supermercados, mas ainda não tanto nos restaurantes são as sobremesas feitas com kefir, um dos melhores probióticos naturais, que tem inúmeros efeitos positivos sobre o organismo. O benefício mais conhecido é que ajuda a regular a flora intestinal, melhorando as digestões e a regularidade do trânsito intestinal. Junto com isso ou, talvez por esse motivo, ao liberar o sistema imunológico de tarefas relacionadas à atividade intestinal, é comum que melhore a resistência a constipações e pequenas infecções.

O kefir pode ser tomado natural, como um iogurte. Mas justamente porque é semelhante a um iogurte, mas mais completo, fica também muito bem com várias sobremesas que são muito boas e mais saudáveis. Por exemplo, se o bater com mel e sumo de limão, obtém uma deliciosa sobremesa cremosa. Se misturado com banana, frutos silvestres e granola, tem um pequeno-almoço completo e saudável, muito similar ao famoso açaí bowl com iogurte que é servido em algumas lojas de Nova Iorque. As lojas de frozen yogurt MyIced, que começaram em Leiria em 2012 e continuam a sua imparável expansão por todo o país, são um bom exemplo de inovação constante, à procura de novos produtos, deliciosos, mas também mais saudáveis e sem açúcar.

E vocês? Já experimentaram alguma sobremesa nova em Portugal que possam recomendar?

Local warming

Enquanto aguardamos com esperança que os políticos encontrem soluções para o aquecimento global, vamos lidar hoje com um problema consideravelmente menor e muito local, mas que também gera muitas dúvidas e frequentes discussões familiares: como acender bem a lareira para aquecer as nossas casas durante os dias de inverno. Poucas coisas são tão agradáveis como uma tarde de inverno em casa ao lado de uma boa fogueira. E na região oeste de Portugal, muitas casas têm lareira. O problema é que nem toda a gente conhece bem as características dos diferentes tipos de lenha ou sabe como iniciar a fogueira com eficiência. E quando há dúvidas é quando temos um terreno fértil para discussões.

Vamos então tentar esclarecer algumas questões básicas sobre o assunto. O primeiro mandamento é que você deve amar a madeira seca sobre todas as coisas. Ou seja, além do tipo de madeira ou do tamanho do corte, a chave é que esteja cortada e seca há mais de um ano ou que, pelo menos, passe um verão ao sol.

Em segundo lugar, devemos colocar os elementos de tal maneira que permitam uma boa circulação de ar, já que o oxigénio é essencial para uma boa combustão. Então, se estamos a lidar com uma unidade de calor com uma porta, é importante na fase de ignição ter aberto ao máximo a entrada de ar que normalmente está na sua parte inferior.

Uma das configurações mais habituais para iniciar o fogo é fazer uma pequena pirâmide na qual colocaremos no centro uma acendalha, ao redor dela alguns papéis amassados, sobre eles várias ramas pequenas, com apenas um ou dois centímetros de grossura e entre 10 e 20 centímetros de comprimento, ou várias pinhas secas, e mais para cima, algumas ramas um pouco maiores. Quando o fogo já está com boas chamas, podemos começar a introduzir os troncos grandes, que nos darão um par de horas de bom calor.

Quanto ao tipo de lenha que devemos escolher, em Portugal as mais comuns são o eucalipto, a oliveira, a azinheira e o sobreiro. A azinheira e o sobreiro são as mais duras, demoram mais tempo a começar a arder, mas em troca oferecem maior capacidade de calor e duram mais tempo. Portanto, uma boa estratégia pode ser iniciar a fogueira primeiro com um tronco de oliveira que não seja muito grande; a madeira de oliveira geralmente tem mais resina oleosa e queima mais facilmente. Depois, podemos passar para um tronco de eucalipto de tamanho médio e quando já temos o fogo bem consolidado, colocamos alguns troncos grossos de azinheira ou de sobreiro. Com esta fórmula, vamos ter sucesso e paz familiar garantidos.

Se o que estamos a preparar é um churrasco ao ar livre, a lenha de oliveira ou laranjeira são os mais aconselháveis ​​para fazer paellas ou usar em guisados, ao dar uma chama boa e alegre, enquanto as brasas de azinheira são as que dão o melhor sabor em carnes e peixes grelhados. A madeira de eucalipto tem um aroma especial, bastante agradável para lareiras na casa, mas menos aconselhável para cozinhar, uma vez que também liberta faíscas com frequência.

Quanto às compras, o primeiro conselho é tentar ir a um provedor especializado. Eles têm espaços adequados para secar e conservar bem a lenha e podem-nos aconselhar melhor em função do que precisamos. Em todas as vilas e cidades geralmente há um provedor desse tipo, mas às vezes são pequenas lojas, sem presença na internet, e para localizá-las é necessário perguntar à população local.

Se por ser dia feriado ou uma hora tardia é impossível ir a um destes especialistas locais, podemos sempre recorrer às opções de supermercado. Mas, dado que lá teremos muito menos certeza sobre o grau de humidade dos troncos, é melhor passar às opções do tipo briqueta que começaram a estender-se nos últimos anos.

As briquetas são cilindros compactados de madeira, de tamanho similar ou um pouco menores que os troncos tradicionais. A maior vantagem deles é que estão muito secos e queimam bem. Em troca, eles são mais caros e duram menos do que os troncos.

E a última opção, se não temos escolha, seria a lenha dos supermercados e postos de abastecimento, que geralmente vêm em pacotes ou sacos. Esta lenha normalmente vai ter menor tempo de corte e maior grau de humidade. Chegar ao inverno numa casa que esteja um tempo fechada, com o cano frio, e tentar acender a fogueira com este tipo de lenha pode gerar uma grande frustração ao ponto de vir a acreditar que o que nós comprámos foram troncos com uma camada de pintura para a proteção contra o fogo. Nesses casos, devemos ser pacientes e tentar colocar esforço especial na fase inicial, colocando muitos papéis, pinhas secas e pequenas ramas, para ajudar a construir uma boa quantidade de calor antes de colocar o tronco “ignífugo”. E se ainda não alcançámos o resultado desejado, podemos sempre recorrer ao truque de álcool, que basicamente consiste em beber alguns copos que nos deixem quentes por dentro, contentes por fora e, muito provavelmente, nos ajudarão a esquecer do fogo.

Shopping Day na região Oeste

Muitas cidades e vilas da região Oeste de Portugal têm regularmente mercados de rua, com boas opções para encontrar comida, roupa, flores ou antiguidades. Nas datas pré-natalícias a oferta tende a aumentar com feiras de artesanato e artigos de Natal e neste link encontra uma lista muito completa com sugestões de atividades a fazer durante o mês de dezembro em 41 vilas e cidades do centro de Portugal, que é onde está a sub-região Oeste.

Também é habitual que as ruas mais centrais das cidades sejam pedestres ou tenham um trânsito muito restrito, favorecendo um passeio mais tranquilo e com a concentração das lojas mais populares do comércio local.

Em Portugal existe também um grande número de centros comerciais com uma boa combinação de lojas de roupa, lazer, restauração e outros serviços. Neste tipo de centros, o cliente geralmente perde um pouco da autenticidade do comércio tradicional mas ganha conforto, estacionamento gratuito e maior oferta. Os dois shoppings mais populares na região Oeste são o Arena Shopping, em Torres Vedras e o La Vie Shopping nas Caldas da Raínha.

Para aqueles que não se importam de fazer mais quilómetros ou querem passar parte do dia em Lisboa a fazer compras, existem vários centros comerciais. Pela sua relação qualidade / preço, gostamos do Freeport Lisboa Fashion Outlet, em Alcochete, no lado sul da ponte Vasco da Gama, que reúne as melhores marcas de moda a preços muito razoáveis. O conceito é de shopping ao ar livre, por isso, se o dia estiver chuvoso, frio ou vento, provavelmente não é a melhor opção. A alternativa pode ser o Strada Outlet, junto à CRIL, em Odivelas. Outras opções interessantes são o enorme e generalista Centro Colombo, em Benfica, à frente ao Estádio da Luz; o Vasco da Gama, junto ao rio, e os da zona de Loures, onde se encontra a maior Ikea da Península Ibérica, uma Decathlon e o Loures Shopping. Este último tem a peculiaridade de incluir, entre os seus diversos serviços, a presença do Hospital Trofa Saúde. Talvez alguem tenha pensado que com toda essa oferta comercial, alguem possa desmaiar e pode ser prático que a assistência esteja próxima.

Enfim, o melhor pode ser fazer como dizem em alguns anúncios: consumir mas com responsabilidade e moderação.

Em novembro, Lourinhã

A pequena vila da Lourinhã é conhecida mundialmente por várias razões. Foi nesta Vila que foram encontrados os primeiros restos de dinossauros da Península Ibérica, em 1863. E onde foi, tambem, encontrado um exemplar único em 1949, que acabou por ser chamado Lourinhasaurio e que tem sido alvo de um profundo estudo científico.

Esta intensa relação entre a vila da Lourinhã e o mundo dos dinossauros levou à abertura, em 2018, de um dos maiores
parques ao ar livre do mundo dedicado a estes animais, o Dino Parque. Ao longo de uma extensão de 10 hectares de floresta são reproduzidos, em tamanho real, os principais dinossauros, permitindo um conhecimento direto e num ambiente natural de como eram esses animais. O parque inclui também diversas áreas educativas e de lazer, onde as crianças podem trabalhar com pedras e encontrar pequenos fósseis.

O parque está aberto durante todo o ano, mas novembro é uma boa opção pois permite uma visita mais tranquila e com menos afluência de visitantes do que na época alta. As árvores na área também estão em pleno esplendor do outono, com uma paleta de cores espetacular. Nesta altura, pode conciliar a visita ao parque com a Quinzena Gastronómica Aguardente DOC Lourinhã, que está, este ano, na sua décima edição e acontece na maioria dos
restaurantes da cidade.

Para quem ainda não conhece a aguardente da Lourinhã, esta é uma grande oportunidade para provar, primeiro no seu formato líquido, que é muito apreciado pois na Europa só existem três aguardentes DOC: Cognac, Armagnac e Lourinhã, mas também nas muitas receitas, pratos doces e salgados, que a utilizam durante estes dias gastronómicos e que dá sabores excepcionais e surpreendentes.

Uma opção para passar o dia completo na Lourinhã, seria visitar o Dino Parque pela manhã, almoçar num dos restaurantes da Vila e dar um passeio à tarde. Para o passeio, pode ir à praia do Porto das Barcas, uma praia bastante tranquila, numa pequena baía, caracterizada pelas águas mais calmas e transparentes do que nas restantes praias da região.

Um pequeno paraíso para saborear a gastronomía portuguesa, assistir ao pôr-do-sol na praia e desfrutar de um dia perfeito ao ar livre, quer para miúdos quer para graúdos.

As melhores praias da região Oeste

É muito difícil recomendar praias, porque não todo o mundo gosta das mesmas coisas. Portanto, quando alguém nos pede conselho sobre a escolha de um destino de praia na região Oeste, antes de responder, sempre perguntamos sobre seus objetivos. Para quem procura surf e diversão, geralmente sugerimos Baleal, Peniche ou Santa Cruz. A quem prefere praias familiares e águas calmas, nós lhe apontamos para São Martinho ou Nazaré. A quem quer ter tudo, lhe colocamos em direção aos resorts ao redor da lagoa de Óbidos. E a quem gosta de tomar banho em águas quentes… em direção a um bom spa.

E, por esse motivo, pensamos que é melhor que a nossa lista de praias não tenha um ranking, pois para alguns o top 1 pode ser uma praia que para outros é uma das menos desejáveis. Assim, as seguintes praias aparecem como o elenco dos filmes de Woody Allen, em estrita ordem alfabética:

Baleal. A pequena península de Baleal e suas duas praias é um destino muito internacional, muito popular entre os surfistas, e também é uma opção especialmente recomendada para quem quer iniciar-se no surf, pois sempre tem diferentes opções de dificuldade de um lado ou de outro da península. Existem muitas opções onde ficar entre Ferrel, Baleal e Peniche, especialmente em apartamentos e hostels. E para quem procura um hotel, o MH Peniche é muito bom e possui uma excelente localização, perto das praias e das áreas de restaurantes.

Bom Sucesso. A praia do Bom Sucesso, no lado sul da lagoa de Óbidos, tem um grande areal e águas calmas e transparentes, perfeitas para jogos de crianças. E com o bonus track de poder caminhar entre as dunas para o mar aberto e aproveitar também as ondas. Existem vários resorts na zona da lagoa com um excelente nível, más, claro, em nossa opinião, nenhum oferece uma experiência tão completa como o Bom Sucesso Resort, com suas inconfundíveis casas de design.

Física. Outro surf destination, animado e buliçoso, com todos os serviços e entretenimento da cidade turística de Santa Cruz. O Noah Surf House tem diferentes opções de alojamento e conseguiu desenvolver o conceito boho-eco-chic melhor do que ninguém.

Nazaré. A Praia Norte é um must durante o inverno, para poder ver os profissionais dominando as maiores ondas do mundo. No verão, a praia principal da Nazaré é um destino familiar muito popular, com todos os serviços e entretenimento. Para aqueles que preferem alojamento num local mais calmo, longe do centro, o hotel Vale d’Azenha, com sua arquitetura moderna e estilo característico, pode ser uma boa opção.

– Porto das Barcas. É uma praia bonita, geralmente com poucas pessoas, em uma área ainda em desenvolvimento. As acomodações são pequenas e adequadas para famílias, destacando o Silver Coast Vacation Inn.

Porto Novo. Esta praia fica numa área com densidade muito baixa, perto das pequenas cidades de Vimeiro e Maceira, mas o Well Hotel & Spa, próximo à praia, possui atrações e serviços para desfrutar de uma estadia muito completa.

Supertubos. As ondas perfeitas de Supertubos recebem a Surf World League em Outubro e fazem desta praia uma verdadeira meca para o surf europeu e mundial. Tem uma boa oferta de alojamento e várias escolas de surf. Para quem preferir alguma vez ficar num hotel e não na clásica VW Pão de Forma, o MH Atlántico é uma excelente opção.

É impossível condensar 100km de praias numas poucas linhas, mas esperamos ter ajudado com esta pequena seleção, e agora já é só começar a dar uns bons mergulhos…

Happy Earth Day!

O Dia da Terra é um evento anual em 22 de abril para demonstrar apoio à proteção ambiental.

Foi realizado pela primeira vez em 1970, quando mais de 20 milhões de pessoas saíram às ruas dos EUA para mostrar sua união por trás desta causa crucial.

A cada ano, um tema ou grupo de temas é selecionado para focar a atenção especialmente neles. Este ano um dos temas é Alimentação e Ambiente, algo que todos podemos melhorar facilmente no nosso dia-a-dia.

Na Nave Lagoa estamos totalmente comprometidos com o meio ambiente e procuramos sempre que possível trabalhar com fornecedores locais e ingredientes naturais, para conseguir uma experiência gastronómica deliciosa e sustentável. É verdade que no Oeste de Portugal temos muita sorte e temos uma gastronomia local especialmente saudável, rica e variada. Mas se todos nós fizermos um pequeno esforço, dentro de nossas possibilidades, a Terra certamente vai valorizar e todos acabaremos nos beneficiando com isso.

Feliz Dia da Terra!

A hora do Planeta

Nave Lagoa tem o prazer de participar novamente na Hora do Planeta deste ano, uma iniciativa global que quer chamar a atenção para a importância das alterações climáticas. Após seu lançamento pelo WWF em Sydney em 2007, a ideia vai crescendo cada ano em importância e agora é seguida por empresas, instituições e milhões de pessoas em todo o mundo.

Vamos todos tentar apagar o máximo possível de luzes para mostrar quanto nos preocupamos com o futuro do nosso planeta e para enviar uma mensagem clara aos líderes mundiais de que é hora de eles agirem e adotarem as políticas necessárias para viver de uma forma mais sustentável e respeitosa com o nosso planeta.

Então, no sábado, 27 de Março, às 20h30, tentemos todos apagar as luzes por uma hora. Pode ser uma boa oportunidade para sair a dar um pequeno passeio, admirar as estrelas ou desfrutar de um jantar caseiro à luz de velas. Qualquer gesto, grande ou pequeno, é importante e mostra nosso desejo e compromisso em cuidar melhor da natureza e do nosso precioso e único planeta.

5 ideias para reduzir a adicção aos dispositivos móveis e uma palavra em acróstico

Hoje vamos jogar uma versão do jogo espanhol Pasapalabra que busca focar-nos sobre um problema importante que a maioria de nós temos entre mãos e que às vezes esquecemos ou não damos importância suficiente.

Começa com a O. Organização. Devemos tentar ser organizados e disciplinados nos horários e regras de uso dos dispositivos móveis. Não olhemos para o telefone enquanto estivermos a trabalhar ou a estudar. Ou programemos períodos de pelo menos meia hora de trabalho ou estudo e cinco minutos de descanso, como a técnica Pomodoro. O telemóvel é um dos principais ladrões de tempo e concentração que existem, mas está em nosso poder evitá-lo.

Começa com a E. Eliminar. Verifica periodicamente todas as apps e elimina aquelas que não sejam realmente essenciais. Tanto quanto possível, é melhor evitar redes sociais.

Com a S. Silêncio. Verifica as notificações, eliminando todos os sons e deixando apenas os avisos mais importantes. É muito difícil concentrar-se enquanto estão constantemente a soar notificações. E também é muito difícil resistir à tentação de não olhar para o telemóvel quando llega um aviso. Mas, novamente, está em nosso poder eliminar os sons e ser nós a escolher quando queremos olhar para o telefone.

Com a T. Temperança. Os dicionários definem temperança como moderação, sobriedade e continência. Aplicado a telemóveis significa que não é necessário se apagar do mundo digital ou ir viver numa comunidade eco-hippie. Mas sim ter um certo autocontrolo e um nível suficiente de disciplina para adotar boas práticas no uso do telemóvel. Isso inclui, por exemplo, não usá-lo enquanto comemos com outras pessoas ou em reuniões com amigos, desligando-o pelo menos uma hora antes de ir para a cama, e não ligá-lo até uma hora depois de acordar.

Com a E. Experiências. Múltiplos estudos mostraram que para o bem-estar pessoal é fundamental ter novas experiências; o mais importante não é ter dinheiro, ou um telefone de última geração, ou milhares de amigos virtuais ou 500.000 likes. Experiências reais, no mundo real, com pessoas de carne e osso, curtir da natureza, dos desportos, experimentar novos alimentos, descobrir novos lugares, aprender novos hobbies. Estas são as experiências que realmente trazem felicidade e nenhuma delas passa por ter o telemóvel na mão.

O smartphone conseguiu penetrar tanto em nossas vidas que não é fácil aplicar estas dicas, mas podemos ir pouco a pouco, cada vez com mais autodisciplina, com a ajuda de nossos amigos e familiares para que seja um exercício comum e que uns apoiem ​​os outros. E para momentos de fraqueza, podemos tomar a palavra que é lida em acróstico neste jogo, OESTE, pois também está comprovado cientificamente que na região Oeste é muito mais fácil fazer atividades ao ar livre, desfrutar do mar, da natureza, da gastronomia e da cultura. Quem sabe, talvez até acabe por surgir a palavra oesterápia para descrever todos os efeitos positivos de vir para aqui.

Então, alguém tem idéias adicionais para fazer melhor uso do telemóvel?

Mala global

A palavra “mala” geralmente tem conotações negativas na maioria das línguas românicas porque vem da palavra latina malus, o oposto de bom, bonus.

Curiosamente, toda a negatividade que a palavra tem nas línguas e culturas latinas desaparece completamente na cultura oriental, na qual a palavra mala é usada para designar um objeto semelhante a um colar, que é usado regularmente na meditação budista. Existe até quem o considera um elemento de surpreendente unanimidade global, porque também está presente na cultura Cristã através do rosário e no Islã através do dhikr.

Vindo de outra linha de origem diferente, mas talvez não tão distante no resultado final, como veremos agora, temos em português a palavra mala, que deriva do malle francês e se liga ao mail inglês, o objeto com o qual o correio era transportado. A partir daí derivou-se para o uso atual em português, no qual é comumente utilizado para a mala, o acessório em que as pessoas costumam carregar seus objetos do uso cotidiano.

A razão pela qual pensamos que talvez o resultado final acabe numa solução não tão distante é porque há algumas empresas que estão a destacar ao combinar de uma forma fantástica os elementos locais e globais, a tradição e a modernidade.

A primeira é a Toino Abel, uma pequena empresa de origem artesanal, que trabalha com juncos, combinando formas tradicionais com cores e desenhos modernos, e conquistando com suas criações originais uma presença global através de sua venda pela internet e em várias lojas físicas que também oferecem seus produtos em toda a Europa.

Herdeiros de uma tradição secular, sedeados na pequena aldeia da Castanheira, perto de Alcobaça, onde são uma instituição e um exemplo de como uma prática tradicional pode ser modernizada e adquirir uma dimensão internacional.

A segunda é a NO/AN, uma pequena aldeia global em si mesma, uma vez que é uma empresa belga, com designer finlandesa, funcionários de várias nacionalidades e fabrico em Portugal, em Benedita, na zona entre Rio Maior e Alcobaça.

Os seus designs de alta qualidade visam um patamar mais sofisticado, com preços em muitas ocasiões superiores a 1.000 euros, e um público cosmopolita que valoriza a sua originalidade e qualidade. A sua aposta diferenciadora começa com a declaração de intenções do seu slogan “slow brand fashion bag“, que visa afastar o consumo rápido da moda para procurar produtos mais intemporais.

Portanto, nossa proposta hoje é um win-win. Se quisermos fugir do negativismo que a palavra mala implica habitualmente em muitas línguas, a partir de agora temos duas opções muito mais interessantes: podemos optar pelo conceito apaixonado de design internacional de empresas como Toino Abel ou NO/AN, ou pelo caminho da espiritualidade, a paz e a plena presença das malas para a meditação. Certamente haverá mais, e, como sempre, qualquer ideia adicional é bem-vinda. E se alguém quiser saber mais sobre esse tema ou até mesmo comprar um kit básico de meditação, pode consultar o site de Mala Prayer onde há diferentes modelos de malas e também ideias inspiradoras para aprender mais sobre essas questões e ajudar a melhorar nossa conexão com o mundo que nos rodeia, independentemente da religião que é professada.

Respirar ar mais puro ajuda a viver mais e melhor

Estudos sobre as áreas do mundo com maior esperança de vida sempre falam de elementos como nutrição, bom sistema de saúde, atividade física e vida social ativa.

Na longevidade, como na felicidade e em muitas outras coisas, o dinheiro nem sempre é o fator mais determinante. Assim, por exemplo, é significativo que os Estados Unidos, apesar de terem altas rendas per capita, apareçam sempre no meio do ranking, longe das posições de topo. Desigualdades no acesso a cuidados de saúde e altas taxas de excesso de peso e crimes violentos certamente podem estar na origem desses baixos resultados.

Um estudo interessante da Universidade de Chicago oferece um novo fator importante a considerar sobre a esperança de vida: a poluição. Analisando dados de micropartículas no ar e comparando a esperança de vida na população de uma região da China mais exposta à poluição em comparação com outra região próxima e com menos poluição, o estudo chega a conclusões devastadoras sobre o efeito da contaminação na esperança de vida.

Assim, por exemplo, a comparação entre áreas do mundo com alta poluição no ar e outras áreas de baixa poluição mostra diferenças de até seis anos de vida causadas exclusivamente pela contaminação. Ou, em outras palavras, o simples fato de viver em uma área com baixa qualidade do ar pode significar até seis anos menos de vida para a maioria de seus habitantes. Os autores enfatizam que esses dados significam que a poluição é um fator mais relevante nas taxas de mortalidade do que elementos tão prejudiciais como a dependência do tabaco.

A Península Ibérica obtém bons resultados no estudo da Universidade de Chicago, com apenas alguns meses de perda de vida derivada da poluição. No entanto, como o estudo identifica combustão derivada de transporte, aquecimento e centrais de energia com base em combustíveis fósseis como as principais causas desses problemas, pode-se facilmente inferir que grandes cidades e, especialmente, as regiões industriais, será onde serão apresentados os piores índices de qualidade do ar e, consequentemente, onde a esperança de vida é mais reduzida pela poluição.

A boa notícia é que os danos causados ​​pela poluição no corpo geralmente não são irreversíveis. Da mesma forma que está provado que os pulmões de um ex-fumador recuperam ao longo dos anos a maior parte de sua situação anterior ao vício, também eliminar a exposição à poluição permite a nosso corpo ir lentamente limpando e recuperando.

Praia de Baleal

Essa é a mensagem positiva que queríamos partilhar hoje. Que ainda estamos a tempo de melhorar nossa expectativa de vida. Se somos cidadãos da União Europeia, basta comprar uma passagem de avião e vir morar em Portugal, que devido à brisa do mar, baixa densidade industrial e de transporte, e a alta percentagem de energia renovável na produção de eletricidade, apresenta-se como um dos melhores lugares do mundo para recuperar nossos pulmões. Em muitos casos, podemos até beneficiar de vantagens fiscais muito interessantes, que é também para algumas pessoas fonte de bem-estar. E se somos de fora da União Europeia, também podemos chegar com o regime de vistos gold para investimentos, que permite o acesso à residência em Portugal com um investimento imobiliário de 500.000 euros ou em valores financeiros de 1 milhão de euros. Pode parecer muito, mas quanto valorizamos cada ano de nossa vida? E a dos nossos filhos?

Se acrescentarmos a isso o ritmo de vida mais calmo, a boa nutrição, as possibilidades de praticar todos os tipos de desportos e a amabilidade das pessoas, vemos que a equação adiciona todos os elementos recomendados. Então talvez devêssemos reformular a pergunta anterior para a famosa canção: tell me quando, quando, quando.