Nave Lagoa

Presuntos jamones

Juntamente com as listas das melhores praias e dos melhores livros, há um clássico que normalmente não falta nos artigos de datas pré-férias: falsos amigos em viagens.

Entre o português e o espanhol há muito mais semelhanças do que diferenças. A linguista Rosana Ortega afirma, nos seus estudos, que até 85% dos dois idiomas é similar ou facilmente compreensível. Mas há sempre alguma palavra ou expressão que pode confundir-nos. Algumas de maneira simpática, como as calças de ganga, que um espanhol pode pensar ser um sapato com um preço muito baixo. Outras, de maneira algo mais complexa, como quando um espanhol ouve falar de um sucesso espantoso, para ele soa mais alarmante do que surpreendente.

As mães e avós sempre disseram aos meninos para não brincarem com a comida. E é um campo em que geralmente não há tantas confusões. Se por acaso, na porta do restaurante, onde diz puxe, que pode confundir tanto os espanhóis como os ingleses, que entendem ambos empurrar e não o oposto. Mas uma vez que a pequena barreira de entrada é passada, as ementas vêm geralmente em várias línguas e também as iguarias são geralmente conhecidas na sua língua original: caviar, champanhe ou lagosta soam semelhantes em muitas línguas e garantem uma sobrevivência mais do que digna numa noite de conquista. Pelo menos até a conta chegar. Ou até o empregado perguntar se está tudo bem e o espanhol responder com o adjetivo exquisito, que em espanhol é com xis mas soa quase igual, e é comúnmente utilizado para sabores excelentes.

Na verdade, o único grande problema com a comida poderia ser o presunto ibérico. Nisso, involuntariamente, os portugueses parecem ter acertado ao usar a palavra presunto, um derivado do verbo latino siccare (secar). Para os espanhóis, o termo gera sempre certas dúvidas e sorrisos quando cruzam a fronteira porque, em espanhol presunto, é o adjetivo que é aplicado aos criminosos que ainda não foram condenados.

Mas ao pensar mais sobre isso, se calhar foram os próprios espanhóis que podem ter ajudado às suspeitas, quando tradicionalmente não tinham bem resolvida a questão da identificação de um bom presunto. Durante anos, o uso do apelido Ibérico era pouco rigoroso e às vezes era preciso tentativa e erro para descobrir se estávamos perante um bom presunto, essa raça ibérica pura que tem crescido no pasto e alimentado principalmente com bolota. Desde 2014, regulamentações oficiais e um código de cores e termos exclusivos foram introduzidos para evitar confusões. Assim, um selo preto é usado para distinguir presuntos de 100% raça ibérica alimentados com bolotas no campo. O nome pata negra também é reservado para esses presuntos. Com selo vermelho é identificado o presunto de porco alimentado no campo com bolota mas de raça mista. Com selo verde, animais alimentados com alimento composto e bolota. E com selo branco, animais alimentados exclusivamente com alimento composto.

Haverá sempre aqueles que tentam contornar as regras e aproveitar as áreas cinzentas, mas o sabor e a textura de um bom presunto são inconfundíveis e o preço é sempre paralelo à sua qualidade, por isso o melhor conselho neste caso é esquecer o que os espanhóis chamam as gangas, que podem acabar deixando um sabor esquisito, com esse.

Abrimos o fórum sobre este assunto voltando a usar um provérbio tradicional: já comprou gato por lebre? O que parecia ser uma pechincha acabou por ser algo muito diferente?

I will leave a light on

A profissão de faroleiro sempre foi um verdadeiro desafio, adequado apenas para os mais corajosos, para aqueles capazes de morar em lugares isolados e, muitas vezes, com condições meteorológicas muito adversas. À medida que a operação dos faróis foi automatizada, deixaram de precisar de funcionários a morar neles, e as novas tecnologias também os tornaram menos essenciais na navegação, perdendo algum destaque.

No entanto, eles mantêm intacta a aura romântica e aventureira. E é por isso, que a iniciativa do governo português de permitir a visita pública da maioria deles é muito apreciada. Na região Oeste atualmente só dispomos de dois faróis em funcionamento, ambos muito próximos um do outro, no Cabo Carvoeiro de Peniche e mesmo em frente, nas Ilhas Berlengas. 

Mas a uma curta distância a norte temos também os de Aveiro, Mondego (Figueira de Foz) e Penedo da Saudade (Marinha Grande). Os três, bem como os do Cabo Carvoeiro e da Berlenga, podem ser visitados todas as terças-feiras, das 14h às 17h no Verão e das 13:30 às 16:30 no Inverno. Antes de ir para lá, convém passar pelo site da Autoridade Marítima Nacional para verificar se eles não estão fechados por razões operacionais ou por qualquer reforma.

Para quem preferir a comodidade da internet existe também a possibilidade de uma visita virtual pelo farol do Bugio, localizado no meio da foz do Tejo, perto de Lisboa.

Então, para aqueles que às vezes precisam de uma luz para guiar e uma vista inspiradora e diferente do mar, já temos um plano para a tarde de terça-feira. E se formos com crianças, certamente deveríamos ser capazes de planear uma grande aventura de piratas e contrabandistas nesse ambiente evocativo. Obviamente, na lista de reprodução no carro a caminho do farol não deve faltar a música I will leave a light on, de Tom Walker.

Excursão de um dia a Alenquer

Alenquer é uma pequena jóia da região Oeste que oferece várias atividades muito interessantes para uma excursão de um dia.

Na vida económica e cultural do concelho de Alenquer, o vinho assume especial importância. A nossa proposta seria passar meio dia conhecendo a cidade e meio dia visitando uma das adegas da região.

Começamos com um passeio pela parte alta da cidade, passando pelas pintorescas ruas da judiaria e pelas ruínas do castelo do século XIII. Nessa zona encontra-se o interessante museu dedicado a Damião de Gois e às vítimas da Inquisição, localizado nas ruínas da igreja em que Damião foi baptizado e sepultado. Figura fundamental na modernização da cultura medieval portuguesa, o museu inclui vários documentos e instalações interativas para conhecer a sua vida, obra e apreciar a sua importância como humanista, artista e conselheiro real. Se não tiver muita gente no dia da visita, vale a pena falar um bocadinho com o curador do museu, um historiador que fez a sua tese de doutorado sobre o próprio Damião, e oferece detalhes únicos sobre a sua vida e época. Um exemplo da riqueza cultural que tinha a coexistência das culturas cristã, judaica e moçárabe, algo que ainda hoje, em pleno século XXI, é tão difícil de reencontrar.

A menos de 100 metros encontra-se também o Museu do Vinho, no qual há uma representação das mais de quarenta adegas que se encontram na zona de Alenquer, um wine bar para provas e um espaço cultural com explicações e instrumentos para descobrir tudo o que envolve a produção de vinho. Caso não tenha sido feito antes, o próprio museu pode organizar uma visita a alguma das adegas.

Para refeição, um dos locais mais simpáticos é o restaurante Casta 85, com uma agradável esplanada com vista para o rio Alenquer.

Entre as adegas a visitar, destacam-se a Quinta do Carneiro e a Quinta do Monte D’Oiro, ambas com tradição e prestígio e um tratamento amável e acolhedor.

Para mais informações sobre Alenquer, pode consultar o site viveralenquer.pt, embora a nossa recomendação seja aproveitar o facto de a cidade não ser muito grande, perder-se nas suas ruas e descubrir, por si mesmo, os muitos cantinhos secretos desta pequena jóia.

Sobremesa ou kefir

Em muitos restaurantes, quando oferecem prato do dia, costumam dar a possibilidade de terminar com sobremesa ou café. Em Portugal, muitas vezes é difícil escolher, porque todas as sobremesas e cafés são, geralmente, de muito boa qualidade.

A decisão fica com frequência condicionada pela quantidade de comida ingerida anteriormente, o que significa que às vezes acaba-se optando pelo café pois já não há espaço para mais nada. Por vezes também afeta o desejo, quase sempre mal sucedido, de controlar um pouco as calorias. É verdade que algumas das sobremesas mais comuns e deliciosas, como a serradura (à base de natas e bolachas), a baba de camelo (com leite condensado) ou o bolo de bolacha (com bolachas também como ingrediente principal), são um bocadinho calóricas e incluem uma quantidade notável de açúcar refinado.

Por isso, nos últimos tempos começam a surgir opções diferentes e mais saudáveis. Uma opção interessante que já começa a estar nos supermercados, mas ainda não tanto nos restaurantes são as sobremesas feitas com kefir, um dos melhores probióticos naturais, que tem inúmeros efeitos positivos sobre o organismo. O benefício mais conhecido é que ajuda a regular a flora intestinal, melhorando as digestões e a regularidade do trânsito intestinal. Junto com isso ou, talvez por esse motivo, ao liberar o sistema imunológico de tarefas relacionadas à atividade intestinal, é comum que melhore a resistência a constipações e pequenas infecções.

O kefir pode ser tomado natural, como um iogurte. Mas justamente porque é semelhante a um iogurte, mas mais completo, fica também muito bem com várias sobremesas que são muito boas e mais saudáveis. Por exemplo, se o bater com mel e sumo de limão, obtém uma deliciosa sobremesa cremosa. Se misturado com banana, frutos silvestres e granola, tem um pequeno-almoço completo e saudável, muito similar ao famoso açaí bowl com iogurte que é servido em algumas lojas de Nova Iorque. As lojas de frozen yogurt MyIced, que começaram em Leiria em 2012 e continuam a sua imparável expansão por todo o país, são um bom exemplo de inovação constante, à procura de novos produtos, deliciosos, mas também mais saudáveis e sem açúcar.

E vocês? Já experimentaram alguma sobremesa nova em Portugal que possam recomendar?

Local warming

Enquanto aguardamos com esperança que os políticos encontrem soluções para o aquecimento global, vamos lidar hoje com um problema consideravelmente menor e muito local, mas que também gera muitas dúvidas e frequentes discussões familiares: como acender bem a lareira para aquecer as nossas casas durante os dias de inverno. Poucas coisas são tão agradáveis como uma tarde de inverno em casa ao lado de uma boa fogueira. E na região oeste de Portugal, muitas casas têm lareira. O problema é que nem toda a gente conhece bem as características dos diferentes tipos de lenha ou sabe como iniciar a fogueira com eficiência. E quando há dúvidas é quando temos um terreno fértil para discussões.

Vamos então tentar esclarecer algumas questões básicas sobre o assunto. O primeiro mandamento é que você deve amar a madeira seca sobre todas as coisas. Ou seja, além do tipo de madeira ou do tamanho do corte, a chave é que esteja cortada e seca há mais de um ano ou que, pelo menos, passe um verão ao sol.

Em segundo lugar, devemos colocar os elementos de tal maneira que permitam uma boa circulação de ar, já que o oxigénio é essencial para uma boa combustão. Então, se estamos a lidar com uma unidade de calor com uma porta, é importante na fase de ignição ter aberto ao máximo a entrada de ar que normalmente está na sua parte inferior.

Uma das configurações mais habituais para iniciar o fogo é fazer uma pequena pirâmide na qual colocaremos no centro uma acendalha, ao redor dela alguns papéis amassados, sobre eles várias ramas pequenas, com apenas um ou dois centímetros de grossura e entre 10 e 20 centímetros de comprimento, ou várias pinhas secas, e mais para cima, algumas ramas um pouco maiores. Quando o fogo já está com boas chamas, podemos começar a introduzir os troncos grandes, que nos darão um par de horas de bom calor.

Quanto ao tipo de lenha que devemos escolher, em Portugal as mais comuns são o eucalipto, a oliveira, a azinheira e o sobreiro. A azinheira e o sobreiro são as mais duras, demoram mais tempo a começar a arder, mas em troca oferecem maior capacidade de calor e duram mais tempo. Portanto, uma boa estratégia pode ser iniciar a fogueira primeiro com um tronco de oliveira que não seja muito grande; a madeira de oliveira geralmente tem mais resina oleosa e queima mais facilmente. Depois, podemos passar para um tronco de eucalipto de tamanho médio e quando já temos o fogo bem consolidado, colocamos alguns troncos grossos de azinheira ou de sobreiro. Com esta fórmula, vamos ter sucesso e paz familiar garantidos.

Se o que estamos a preparar é um churrasco ao ar livre, a lenha de oliveira ou laranjeira são os mais aconselháveis ​​para fazer paellas ou usar em guisados, ao dar uma chama boa e alegre, enquanto as brasas de azinheira são as que dão o melhor sabor em carnes e peixes grelhados. A madeira de eucalipto tem um aroma especial, bastante agradável para lareiras na casa, mas menos aconselhável para cozinhar, uma vez que também liberta faíscas com frequência.

Quanto às compras, o primeiro conselho é tentar ir a um provedor especializado. Eles têm espaços adequados para secar e conservar bem a lenha e podem-nos aconselhar melhor em função do que precisamos. Em todas as vilas e cidades geralmente há um provedor desse tipo, mas às vezes são pequenas lojas, sem presença na internet, e para localizá-las é necessário perguntar à população local.

Se por ser dia feriado ou uma hora tardia é impossível ir a um destes especialistas locais, podemos sempre recorrer às opções de supermercado. Mas, dado que lá teremos muito menos certeza sobre o grau de humidade dos troncos, é melhor passar às opções do tipo briqueta que começaram a estender-se nos últimos anos.

As briquetas são cilindros compactados de madeira, de tamanho similar ou um pouco menores que os troncos tradicionais. A maior vantagem deles é que estão muito secos e queimam bem. Em troca, eles são mais caros e duram menos do que os troncos.

E a última opção, se não temos escolha, seria a lenha dos supermercados e postos de abastecimento, que geralmente vêm em pacotes ou sacos. Esta lenha normalmente vai ter menor tempo de corte e maior grau de humidade. Chegar ao inverno numa casa que esteja um tempo fechada, com o cano frio, e tentar acender a fogueira com este tipo de lenha pode gerar uma grande frustração ao ponto de vir a acreditar que o que nós comprámos foram troncos com uma camada de pintura para a proteção contra o fogo. Nesses casos, devemos ser pacientes e tentar colocar esforço especial na fase inicial, colocando muitos papéis, pinhas secas e pequenas ramas, para ajudar a construir uma boa quantidade de calor antes de colocar o tronco “ignífugo”. E se ainda não alcançámos o resultado desejado, podemos sempre recorrer ao truque de álcool, que basicamente consiste em beber alguns copos que nos deixem quentes por dentro, contentes por fora e, muito provavelmente, nos ajudarão a esquecer do fogo.

Shopping Day na região Oeste

Muitas cidades e vilas da região Oeste de Portugal têm regularmente mercados de rua, com boas opções para encontrar comida, roupa, flores ou antiguidades. Nas datas pré-natalícias a oferta tende a aumentar com feiras de artesanato e artigos de Natal e neste link encontra uma lista muito completa com sugestões de atividades a fazer durante o mês de dezembro em 41 vilas e cidades do centro de Portugal, que é onde está a sub-região Oeste.

Também é habitual que as ruas mais centrais das cidades sejam pedestres ou tenham um trânsito muito restrito, favorecendo um passeio mais tranquilo e com a concentração das lojas mais populares do comércio local.

Em Portugal existe também um grande número de centros comerciais com uma boa combinação de lojas de roupa, lazer, restauração e outros serviços. Neste tipo de centros, o cliente geralmente perde um pouco da autenticidade do comércio tradicional mas ganha conforto, estacionamento gratuito e maior oferta. Os dois shoppings mais populares na região Oeste são o Arena Shopping, em Torres Vedras e o La Vie Shopping nas Caldas da Raínha.

Para aqueles que não se importam de fazer mais quilómetros ou querem passar parte do dia em Lisboa a fazer compras, existem vários centros comerciais. Pela sua relação qualidade / preço, gostamos do Freeport Lisboa Fashion Outlet, em Alcochete, no lado sul da ponte Vasco da Gama, que reúne as melhores marcas de moda a preços muito razoáveis. O conceito é de shopping ao ar livre, por isso, se o dia estiver chuvoso, frio ou vento, provavelmente não é a melhor opção. A alternativa pode ser o Strada Outlet, junto à CRIL, em Odivelas. Outras opções interessantes são o enorme e generalista Centro Colombo, em Benfica, à frente ao Estádio da Luz; o Vasco da Gama, junto ao rio, e os da zona de Loures, onde se encontra a maior Ikea da Península Ibérica, uma Decathlon e o Loures Shopping. Este último tem a peculiaridade de incluir, entre os seus diversos serviços, a presença do Hospital Trofa Saúde. Talvez alguem tenha pensado que com toda essa oferta comercial, alguem possa desmaiar e pode ser prático que a assistência esteja próxima.

Enfim, o melhor pode ser fazer como dizem em alguns anúncios: consumir mas com responsabilidade e moderação.

Em novembro, Lourinhã

A pequena vila da Lourinhã é conhecida mundialmente por várias razões. Foi nesta Vila que foram encontrados os primeiros restos de dinossauros da Península Ibérica, em 1863. E onde foi, tambem, encontrado um exemplar único em 1949, que acabou por ser chamado Lourinhasaurio e que tem sido alvo de um profundo estudo científico.

Esta intensa relação entre a vila da Lourinhã e o mundo dos dinossauros levou à abertura, em 2018, de um dos maiores
parques ao ar livre do mundo dedicado a estes animais, o Dino Parque. Ao longo de uma extensão de 10 hectares de floresta são reproduzidos, em tamanho real, os principais dinossauros, permitindo um conhecimento direto e num ambiente natural de como eram esses animais. O parque inclui também diversas áreas educativas e de lazer, onde as crianças podem trabalhar com pedras e encontrar pequenos fósseis.

O parque está aberto durante todo o ano, mas novembro é uma boa opção pois permite uma visita mais tranquila e com menos afluência de visitantes do que na época alta. As árvores na área também estão em pleno esplendor do outono, com uma paleta de cores espetacular. Nesta altura, pode conciliar a visita ao parque com a Quinzena Gastronómica Aguardente DOC Lourinhã, que está, este ano, na sua décima edição e acontece na maioria dos
restaurantes da cidade.

Para quem ainda não conhece a aguardente da Lourinhã, esta é uma grande oportunidade para provar, primeiro no seu formato líquido, que é muito apreciado pois na Europa só existem três aguardentes DOC: Cognac, Armagnac e Lourinhã, mas também nas muitas receitas, pratos doces e salgados, que a utilizam durante estes dias gastronómicos e que dá sabores excepcionais e surpreendentes.

Uma opção para passar o dia completo na Lourinhã, seria visitar o Dino Parque pela manhã, almoçar num dos restaurantes da Vila e dar um passeio à tarde. Para o passeio, pode ir à praia do Porto das Barcas, uma praia bastante tranquila, numa pequena baía, caracterizada pelas águas mais calmas e transparentes do que nas restantes praias da região.

Um pequeno paraíso para saborear a gastronomía portuguesa, assistir ao pôr-do-sol na praia e desfrutar de um dia perfeito ao ar livre, quer para miúdos quer para graúdos.

As melhores praias da região Oeste

É muito difícil recomendar praias, porque não todo o mundo gosta das mesmas coisas. Portanto, quando alguém nos pede conselho sobre a escolha de um destino de praia na região Oeste, antes de responder, sempre perguntamos sobre seus objetivos. Para quem procura surf e diversão, geralmente sugerimos Baleal, Peniche ou Santa Cruz. A quem prefere praias familiares e águas calmas, nós lhe apontamos para São Martinho ou Nazaré. A quem quer ter tudo, lhe colocamos em direção aos resorts ao redor da lagoa de Óbidos. E a quem gosta de tomar banho em águas quentes… em direção a um bom spa.

E, por esse motivo, pensamos que é melhor que a nossa lista de praias não tenha um ranking, pois para alguns o top 1 pode ser uma praia que para outros é uma das menos desejáveis. Assim, as seguintes praias aparecem como o elenco dos filmes de Woody Allen, em estrita ordem alfabética:

Baleal. A pequena península de Baleal e suas duas praias é um destino muito internacional, muito popular entre os surfistas, e também é uma opção especialmente recomendada para quem quer iniciar-se no surf, pois sempre tem diferentes opções de dificuldade de um lado ou de outro da península. Existem muitas opções onde ficar entre Ferrel, Baleal e Peniche, especialmente em apartamentos e hostels. E para quem procura um hotel, o MH Peniche é muito bom e possui uma excelente localização, perto das praias e das áreas de restaurantes.

Bom Sucesso. A praia do Bom Sucesso, no lado sul da lagoa de Óbidos, tem um grande areal e águas calmas e transparentes, perfeitas para jogos de crianças. E com o bonus track de poder caminhar entre as dunas para o mar aberto e aproveitar também as ondas. Existem vários resorts na zona da lagoa com um excelente nível, más, claro, em nossa opinião, nenhum oferece uma experiência tão completa como o Bom Sucesso Resort, com suas inconfundíveis casas de design.

Física. Outro surf destination, animado e buliçoso, com todos os serviços e entretenimento da cidade turística de Santa Cruz. O Noah Surf House tem diferentes opções de alojamento e conseguiu desenvolver o conceito boho-eco-chic melhor do que ninguém.

Nazaré. A Praia Norte é um must durante o inverno, para poder ver os profissionais dominando as maiores ondas do mundo. No verão, a praia principal da Nazaré é um destino familiar muito popular, com todos os serviços e entretenimento. Para aqueles que preferem alojamento num local mais calmo, longe do centro, o hotel Vale d’Azenha, com sua arquitetura moderna e estilo característico, pode ser uma boa opção.

– Porto das Barcas. É uma praia bonita, geralmente com poucas pessoas, em uma área ainda em desenvolvimento. As acomodações são pequenas e adequadas para famílias, destacando o Silver Coast Vacation Inn.

Porto Novo. Esta praia fica numa área com densidade muito baixa, perto das pequenas cidades de Vimeiro e Maceira, mas o Well Hotel & Spa, próximo à praia, possui atrações e serviços para desfrutar de uma estadia muito completa.

Supertubos. As ondas perfeitas de Supertubos recebem a Surf World League em Outubro e fazem desta praia uma verdadeira meca para o surf europeu e mundial. Tem uma boa oferta de alojamento e várias escolas de surf. Para quem preferir alguma vez ficar num hotel e não na clásica VW Pão de Forma, o MH Atlántico é uma excelente opção.

É impossível condensar 100km de praias numas poucas linhas, mas esperamos ter ajudado com esta pequena seleção, e agora já é só começar a dar uns bons mergulhos…

Como viajar para a região Oeste e como pagar as portagens eletrónicas

Em 1973, a companhia ferroviária espanhola Renfe fez um anúncio de tv no qual um pai fazia uma viagem de trabalho e, enquanto se despedia de seus filhos ainda adormecidos, eles pensavam “Pai, vem de comboio”. Era uma maneira de transmitir a segurança oferecida pelos comboios da época em comparação com outros meios de transporte.

Infelizmente, na região Oeste de Portugal temos uma infraestrutura ferroviária ainda bastante semelhante à deste antigo anúncio; não oferece tranquilidade ou tempos de viagem razoáveis, e é uma opção muito secundária para a maioria das viagens. No ano 2021 anunciou-se uma melhoria da infraestrutura, que poderá estar finalizada em 2023, mas que foi recebida com pessimismo, uma vez que mantém tempos de viagem piores do que um autocarro. Apelamos desde já às autoridades para que cada uma delas, dentro de suas possibilidades, tente melhorar e fazer avançar com maior valentia esta infraestrutura básica.

Portanto, não surpreende que, para quem vem de Espanha, a opção mais comum seja quase sempre viajar de carro, nas boas autoestradas que existem tanto em Portugal como na maioria das cidades espanholas. A A8, que cruza de norte a sul toda a região Oeste, também oferece preços razoáveis ​​e baixa densidade de trânsito. E como é uma autoestrada tradicional, o pagamento é simples, nas saídas. Infelizmente, há várias auto-estradas, como a A23, que atravessa diagonalmente o país, desde Guarda no Norte até Torres Novas no Centro, que requerem alguna atenção prévia, já que seguem o formato chamado de portagem eletrónica. Para efetuar o pagamento, o mais simples é aderir o veículo e o cartão de crédito neste site oficial e a cada passo do carro pelos portões eletrónicos será retirado o respetivo valor no cartão de crédito. Existe também a possibilidade de comprar cartões pré-pagos nas áreas de serviço e nas lojas CTT e também online neste link. Finalmente, existem algumas máquinas para registar o veículo e o cartão, mas apenas em quatro entradas principais (Vilar Formoso A23, Viana do Castelo A28, Vila Real de Santo Antônio A22 e Chaves A24).  

Para quem vem de outros países, o avião também é uma boa solução. O aeroporto de Lisboa, a pouco mais de 45 minutos da maioria dos pontos da região Oeste, e do Porto em menos de duas horas, oferecem um grande número de voos regulares e de baixo custo para destinos de médio e longo alcance. Na temporada alta, as filas no rent-a-car dos aeroportos costumam ser um pesadelo e muitas pessoas procuram outras possibilidades ou lojas alternativas para alugar um veículo, mas essa história provavelmente merece seu próprio post.

Os mais aventureiros podem pensar também em soluções como helicóptero, pequenos aviões ou autogiro, como fizeram os autores deste bonito vídeo ao redor da lagoa e da vila de Óbidos. Para eles, a oferta não é muito extensa, mas abrange a maior parte da região, com pistas de asfalto em Torres Vedras, Fátima e Santarém e de terra em Atouguia da Baleia, Óbidos e Lourinhã.

Mas, sei lá, se calhar a melhor solução até acabe por ser o catamarã, ao estilo da Greta, pois portos, pequenas baías e quilômetros de praia com certeza que não faltam.

Happy Earth Day!

O Dia da Terra é um evento anual em 22 de abril para demonstrar apoio à proteção ambiental.

Foi realizado pela primeira vez em 1970, quando mais de 20 milhões de pessoas saíram às ruas dos EUA para mostrar sua união por trás desta causa crucial.

A cada ano, um tema ou grupo de temas é selecionado para focar a atenção especialmente neles. Este ano um dos temas é Alimentação e Ambiente, algo que todos podemos melhorar facilmente no nosso dia-a-dia.

Na Nave Lagoa estamos totalmente comprometidos com o meio ambiente e procuramos sempre que possível trabalhar com fornecedores locais e ingredientes naturais, para conseguir uma experiência gastronómica deliciosa e sustentável. É verdade que no Oeste de Portugal temos muita sorte e temos uma gastronomia local especialmente saudável, rica e variada. Mas se todos nós fizermos um pequeno esforço, dentro de nossas possibilidades, a Terra certamente vai valorizar e todos acabaremos nos beneficiando com isso.

Feliz Dia da Terra!