Nave Lagoa tem o prazer de participar novamente na Hora do Planeta deste ano, uma iniciativa global que quer chamar a atenção para a importância das alterações climáticas. Após seu lançamento pelo WWF em Sydney em 2007, a ideia vai crescendo cada ano em importância e agora é seguida por empresas, instituições e milhões de pessoas em todo o mundo.
Vamos todos tentar apagar o máximo possível de luzes para mostrar quanto nos preocupamos com o futuro do nosso planeta e para enviar uma mensagem clara aos líderes mundiais de que é hora de eles agirem e adotarem as políticas necessárias para viver de uma forma mais sustentável e respeitosa com o nosso planeta.
Então, no sábado, 27 de Março, às 20h30, tentemos todos apagar as luzes por uma hora. Pode ser uma boa oportunidade para sair a dar um pequeno passeio, admirar as estrelas ou desfrutar de um jantar caseiro à luz de velas. Qualquer gesto, grande ou pequeno, é importante e mostra nosso desejo e compromisso em cuidar melhor da natureza e do nosso precioso e único planeta.
Hoje vamos jogar uma versão do jogo espanhol Pasapalabra
que busca focar-nos sobre um problema importante que a maioria de nós temos
entre mãos e que às vezes esquecemos ou não damos importância suficiente.
Começa com a O. Organização. Devemos tentar ser organizados e disciplinados nos horários e regras de uso dos dispositivos móveis. Não olhemos para o telefone enquanto estivermos a trabalhar ou a estudar. Ou programemos períodos de pelo menos meia hora de trabalho ou estudo e cinco minutos de descanso, como a técnica Pomodoro. O telemóvel é um dos principais ladrões de tempo e concentração que existem, mas está em nosso poder evitá-lo.
Começa com a E.
Eliminar. Verifica periodicamente todas as apps e elimina aquelas que não sejam
realmente essenciais. Tanto quanto possível, é melhor evitar redes sociais.
Com a S.
Silêncio. Verifica as notificações, eliminando todos os sons e deixando apenas
os avisos mais importantes. É muito difícil concentrar-se enquanto estão
constantemente a soar notificações. E também é muito difícil resistir à
tentação de não olhar para o telemóvel quando llega um aviso. Mas, novamente,
está em nosso poder eliminar os sons e ser nós a escolher quando queremos olhar
para o telefone.
Com a T.
Temperança. Os dicionários definem temperança como moderação, sobriedade e
continência. Aplicado a telemóveis significa que não é necessário se apagar do
mundo digital ou ir viver numa comunidade eco-hippie. Mas sim ter um certo
autocontrolo e um nível suficiente de disciplina para adotar boas práticas no
uso do telemóvel. Isso inclui, por exemplo, não usá-lo enquanto comemos com
outras pessoas ou em reuniões com amigos, desligando-o pelo menos uma hora
antes de ir para a cama, e não ligá-lo até uma hora depois de acordar.
Com a E.
Experiências. Múltiplos estudos mostraram que para o bem-estar pessoal é
fundamental ter novas experiências; o mais importante não é ter dinheiro, ou um
telefone de última geração, ou milhares de amigos virtuais ou 500.000 likes.
Experiências reais, no mundo real, com pessoas de carne e osso, curtir da
natureza, dos desportos, experimentar novos alimentos, descobrir novos lugares,
aprender novos hobbies. Estas são as experiências que realmente trazem
felicidade e nenhuma delas passa por ter o telemóvel na mão.
O smartphone conseguiu penetrar tanto em nossas vidas que
não é fácil aplicar estas dicas, mas podemos ir pouco a pouco, cada vez com
mais autodisciplina, com a ajuda de nossos amigos e familiares para que seja um
exercício comum e que uns apoiem os outros. E para momentos de fraqueza,
podemos tomar a palavra que é lida em acróstico neste jogo, OESTE, pois também
está comprovado cientificamente que na região Oeste é muito mais fácil fazer
atividades ao ar livre, desfrutar do mar, da natureza, da gastronomia e da cultura.
Quem sabe, talvez até acabe por surgir a palavra oesterápia para descrever
todos os efeitos positivos de vir para aqui.
Então, alguém tem idéias adicionais para fazer melhor uso do telemóvel?
A palavra “mala” geralmente tem conotações negativas na maioria das línguas românicas porque vem da palavra latina malus, o oposto de bom, bonus.
Curiosamente, toda a negatividade que a
palavra tem nas línguas e culturas latinas desaparece completamente na cultura
oriental, na qual a palavra mala é usada para designar um objeto
semelhante a um colar, que é usado regularmente na meditação budista. Existe
até quem o considera um elemento de surpreendente unanimidade global, porque
também está presente na cultura Cristã através do rosário e no Islã através do dhikr.
Vindo de outra linha de origem diferente,
mas talvez não tão distante no resultado final, como veremos agora, temos em
português a palavra mala, que deriva do malle francês e se liga
ao mail inglês, o objeto com o qual o correio era transportado. A partir
daí derivou-se para o uso atual em português, no qual é comumente utilizado
para a mala, o acessório em que as pessoas costumam carregar seus objetos do uso
cotidiano.
A razão pela qual pensamos que talvez o
resultado final acabe numa solução não tão distante é porque há algumas
empresas que estão a destacar ao combinar de uma forma fantástica os elementos
locais e globais, a tradição e a modernidade.
A primeira é a Toino Abel, uma pequena empresa de origem artesanal, que trabalha com juncos, combinando formas tradicionais com cores e desenhos modernos, e conquistando com suas criações originais uma presença global através de sua venda pela internet e em várias lojas físicas que também oferecem seus produtos em toda a Europa.
Herdeiros de uma tradição secular, sedeados na pequena aldeia da Castanheira, perto de Alcobaça, onde são uma instituição e um exemplo de como uma prática tradicional pode ser modernizada e adquirir uma dimensão internacional.
A segunda é a NO/AN, uma pequena aldeia global em si mesma, uma vez que é uma empresa belga, com designer finlandesa, funcionários de várias nacionalidades e fabrico em Portugal, em Benedita, na zona entre Rio Maior e Alcobaça.
Os seus
designs de alta qualidade visam um patamar mais sofisticado, com preços em
muitas ocasiões superiores a 1.000 euros, e um público cosmopolita que valoriza
a sua originalidade e qualidade. A sua aposta diferenciadora começa com a
declaração de intenções do seu slogan “slow brand fashion bag“,
que visa afastar o consumo rápido da moda para procurar produtos mais
intemporais.
Portanto, nossa proposta hoje é um win-win. Se quisermos fugir do negativismo que a palavra mala implica habitualmente em muitas línguas, a partir de agora temos duas opções muito mais interessantes: podemos optar pelo conceito apaixonado de design internacional de empresas como Toino Abel ou NO/AN, ou pelo caminho da espiritualidade, a paz e a plena presença das malas para a meditação. Certamente haverá mais, e, como sempre, qualquer ideia adicional é bem-vinda. E se alguém quiser saber mais sobre esse tema ou até mesmo comprar um kit básico de meditação, pode consultar o site de Mala Prayer onde há diferentes modelos de malas e também ideias inspiradoras para aprender mais sobre essas questões e ajudar a melhorar nossa conexão com o mundo que nos rodeia, independentemente da religião que é professada.
Estudos sobre as áreas do mundo com maior esperança de
vida sempre falam de elementos como nutrição, bom sistema de saúde, atividade
física e vida social ativa.
Na longevidade, como na felicidade e em muitas outras
coisas, o dinheiro nem sempre é o fator mais determinante. Assim, por exemplo,
é significativo que os Estados Unidos, apesar de terem altas rendas per capita,
apareçam sempre no meio do ranking, longe das posições de topo. Desigualdades
no acesso a cuidados de saúde e altas taxas de excesso de peso e crimes
violentos certamente podem estar na origem desses baixos resultados.
Um estudo
interessante da Universidade de Chicago oferece um novo fator importante a
considerar sobre a esperança de vida: a poluição. Analisando dados de
micropartículas no ar e comparando a esperança de vida na população de uma
região da China mais exposta à poluição em comparação com outra região próxima
e com menos poluição, o estudo chega a conclusões devastadoras sobre o efeito
da contaminação na esperança de vida.
Assim, por exemplo, a comparação entre áreas do mundo com
alta poluição no ar e outras áreas de baixa poluição mostra diferenças de até
seis anos de vida causadas exclusivamente pela contaminação. Ou, em outras
palavras, o simples fato de viver em uma área com baixa qualidade do ar pode
significar até seis anos menos de vida para a maioria de seus habitantes. Os
autores enfatizam que esses dados significam que a poluição é um fator mais
relevante nas taxas de mortalidade do que elementos tão prejudiciais como a
dependência do tabaco.
A Península Ibérica obtém bons resultados no estudo da
Universidade de Chicago, com apenas alguns meses de perda de vida derivada da
poluição. No entanto, como o estudo identifica combustão derivada de
transporte, aquecimento e centrais de energia com base em combustíveis fósseis
como as principais causas desses problemas, pode-se facilmente inferir que
grandes cidades e, especialmente, as regiões industriais, será onde serão
apresentados os piores índices de qualidade do ar e, consequentemente, onde a esperança
de vida é mais reduzida pela poluição.
A boa notícia é que os danos causados pela poluição no corpo geralmente não são irreversíveis. Da mesma forma que está provado que os pulmões de um ex-fumador recuperam ao longo dos anos a maior parte de sua situação anterior ao vício, também eliminar a exposição à poluição permite a nosso corpo ir lentamente limpando e recuperando.
Praia de Baleal
Essa é a mensagem positiva que queríamos partilhar hoje.
Que ainda estamos a tempo de melhorar nossa expectativa de vida. Se somos
cidadãos da União Europeia, basta comprar uma passagem de avião e vir morar em
Portugal, que devido à brisa do mar, baixa densidade industrial e de
transporte, e a alta percentagem de energia renovável na produção de
eletricidade, apresenta-se como um dos melhores lugares do mundo para recuperar
nossos pulmões. Em muitos casos, podemos até beneficiar de vantagens fiscais
muito interessantes, que é também para algumas pessoas fonte de bem-estar. E se
somos de fora da União Europeia, também podemos chegar com o regime de vistos
gold para investimentos, que permite o acesso à residência em Portugal com um
investimento imobiliário de 500.000 euros ou em valores financeiros de 1 milhão
de euros. Pode parecer muito, mas quanto valorizamos cada ano de nossa vida? E
a dos nossos filhos?
Se acrescentarmos a isso o ritmo de vida mais calmo, a boa nutrição, as possibilidades de praticar todos os tipos de desportos e a amabilidade das pessoas, vemos que a equação adiciona todos os elementos recomendados. Então talvez devêssemos reformular a pergunta anterior para a famosa canção: tell me quando, quando, quando.
Muitos o chamam ouro líquido, o maior estandarte da dieta mediterrânea. Devido ao seu alto teor de ácidos monoinsaturados, é unanimemente considerado um alimento essencial na dieta, um antioxidante natural. Mas quando chegamos à loja, sabemos distinguir alguns azeites de outros? Por que existem tantas diferenças no preço? Há boas opções na região Oeste para quem quer consumir produtos locais?
A estas
questões dedicamos as seguintes linhas, deliberadamente básicas em alguns
pontos, para também ajudar nossos amigos internacionais a aproximar-se a um
produto que fora dos países do Mediterrâneo é ainda quase desconhecido. Se
olharmos para as estatísticas de consumo por pessoa, Grécia, Espanha, Itália,
Portugal e Chipre estão no topo, com níveis entre 12 e 5 litros por pessoa por
ano. Mas na França não chega a dois litros e na Alemanha ou no Reino Unido não
chega a um litro. Fora da Europa, o consumo está crescendo notavelmente na
Austrália e nos Estados Unidos, mas ainda com valores modestos. Menção especial
merece o caso da China, onde o consumo também está a crescer, embora obviamente
os números por pessoa não sejam significativos, dado o tamanho da população;
mas é fácil perceber a importância que o azeite está a adquirir lá se vemos que
nos últimos anos os hectares plantados com oliveiras somam o equivalente à
província espanhola de Jaén (a zona com maior produção de toda a península
ibérica); a grande maioria das oliveiras chinesas foram plantadas no vale do
rio Bailong, com uma clima semelhante ao Mediterrâneo, e um nome também dos
mais adequados para abordar a nossa cultura (bailón em espanhol quer
disser bailão).
Para quem chega à loja e não sabe nada sobre o azeite, a primeira coisa a ter em mente é que a maior qualidade é o azeite extra virgem, puro suco de azeitona, com excelente sabor e as melhores propriedades nutricionais. É o mais comum em saladas ou pratos que dão para apreciar mais esse excelente sabor. Talvez a melhor maneira de experimentá-lo e conhecê-lo seja simplesmente com pão e um pouco de sal, que é um pequeno almoço muito comum na Península Ibérica.
No seguinte nível de qualidade fica o azeite virgem e, finalmente, o refinado, que é usado mais para frituras ao suportar melhor as altas temperaturas e ter um preço um pouco menor.
Tal como
acontece com o vinho, com os azeites e as azeitonas também existem variedades
diferentes, com diferentes sabores. E também denominações de origem protegidas,
que devem usar as variedades da área em questão. Existem muitos sabores
diferentes de azeite e é uma questão de experimentar e descobrir o que se dá
melhor com os nossos gostos. A cor não é muito relevante em relação ao sabor;
normalmente é mais verde se forem utilizadas azeitonas menos maduras e mais
amarelo com azeitonas mais maduras, mas em ambos os casos o sabor depende mais
da variedade de azeitonas do que da cor do azeite.
Um ponto que
é importante ter em conta e que difere do vinho é que o azeite se deteriora com
o tempo e, principalmente, com a luz. Portanto, é conveniente adquirir e consumir
o azeite o mais próximo possível de sua data de comercialização e manter a
garrafa armazenada fora da luz. É por esse motivo que as melhores marcas tendem
a usar garrafas de vidro escuro ou enrolam a garrafa com um plástico opaco.
A região Oeste
não é caracterizada por grandes olivais, mas na região vizinha do Ribatejo sim
que é um elemento muito importante e desde a época medieval há evidências de
Santarém como um importante centro de produção de azeite de qualidade. Assim,
entre as seis denominações de origem protegidas em Portugal, uma é precisamente
“Azeites de Ribatejo DOP”.
Para aqueles
que querem conhecer alguns dos azeites que são produzidos na área, podem
começar com três marcas que tiveram vários prêmios internacionais e representam
muito bem a excelência dos azeites da região.
A primeira recomendação é o Cabeço das Nogueiras, da jovem empresa SAOV, criada em 2004, mas que já acumula vários prêmios com a combinação bem sucedida de inovação tecnológica e sabor tradicional. A segunda seria a Casa Anadia, que é uma casa clássica com grande tradição olivácea desde o século XVII e faz um firme compromisso com a qualidade e não com a quantidade. E o terceiro é o Colheita das Lezírias, uma das opções premium de produção local da casa Gallo, que é uma das mais importantes empresas produtoras de azeite em Portugal e tem a sua sede na cidade de Abrantes, junto ao rio Tejo.
O primeiro pode ser encontrado por cerca de 9 euros a garrafa de 500 cc, exclusivamente em lojas especializadas e gourmet. O segundo também pode ser encontrado no Continente, por cerca de 7 euros a garrafa de 500 cc. E o terceiro é o mais mainstream e pode ser comprado por cerca de 5 euros a garrafa de 500 cc.
Mas,
voltando às semelhanças com o vinho, há excelentes azeites extra virgens por
preços muito acessíveis, de 5 a 6 euros por litro, e o ideal é que cada pessoa
experimente variedades e encontre a que melhor se adapte aos seus gostos.
Existe todo um mundo de sabores para descobrir.
E vocês? Já tem alguns azeites preferidos? Alguma recomendação para esta nossa comunidade?
Faz dois anos agora que foi inaugurado um novo campus universitário em Carcavelos, na costa entre Lisboa e Cascais, para estudos de business e economia. O chamam a Nova Way of Life. A novidade é que o centro busca dar uma oferta conjunta de estudos econômicos com beach life e novas tecnologias, no estilo de alguns centros californianos.
Com a
colaboração de empresas líderes como Microsoft, Cisco e Axians, a ideia é ter
um centro muito aberto, com Wi-Fi em todo o espaço e até mesmo na praia
adjacente, para facilitar aos alunos o aproveitamento das novas tecnologias em
todo momento e em todo lado. Por exemplo, há um projeto de supermercado Pingo
Doce, aberto 24h, onde não há caixas e o pagamento e só electrónico.
Teremos que esperar ainda um pouco para ver se esse novo conceito funciona. Mas sem dúvida que o ambiente em Portugal é agora ideal para o desenvolvimento de projetos tecnológicos e inovadores, e a melhor prova e a chegada constante de empresas grandes e pequenas a abrir novos centros em Portugal (entre elas, Amazon, Google ou Mercedes Benz, como indica este interessante artigo). Mas seja qual for o resultado do centro de Carcavelos, a verdade é que é um exemplo interessante para outras universidades portuguesas, que poderiam aproveitar melhor a sua proximidade ao mar e a ligação que existe entre juventude e surf para internacionalizar a sua oferta e atrair muitos mais estudantes europeus.
Em Peniche, muito perto do farol do Cabo Carvoeiro, encontra-se o Campus 4 da Universidade Politécnica de Leiria, com uma oferta educativa que destaca nas áreas de biotecnologia marinha, engenharia alimentar e estudos relacionados com a gastronomia e a gestão do turismo. Não parece difícil imaginar que algumas dessas aulas possam ocorrer perfeitamente nas praias de Supertubos ou Baleal, a apenas 10 minutos do campus. Um ambiente descontraído e proximidade com o mar proporcionam inúmeras vantagens para o bem-estar físico e intelectual.
E o mesmo
acontece nos campus da Marinha Grande e das Caldas da Rainha, que também têm práticas ciclovias para chegar ao
mar, facilitando ainda mais os movimentos dos estudantes que pretendem
deslocar-se pela zona. As e-bikes estão a ser toda uma revolução na mobilidade
e se tornaram o meio preferido de transporte para os estudantes, que valorizam
acima de tudo sua sustentabilidade, flexibilidade e baixo custo. Tendo em conta
que os estudantes do ensino superior europeu procuram cada vez mais completar
os seus estudos com alguma experiência internacional, os centros deveriam
tentar oferecer elementos distintivos que os façam destacar, ser diferentes e
atraentes, pois está provado que a maior diversidade internacional nas aulas é
um fator que enriquece e aumenta a qualidade e o prestígio do centro. Pode
haver algo mais atraente para os jovens do norte da Europa, acostumados aos
dias frios com pouca luz, do que estudar em shorts na areia da praia?
Nos anos 60 do século passado, foi lançado um filme musical chamado My Fair Lady, dirigido por George Cukor, com Audrey Hepburn e Rex Harrison nos papéis principais. Teve grande sucesso entre o público e os críticos e recebeu inúmeros prêmios, até o Oscar de melhor filme.
Embora na
Espanha a exibição de filmes em versão original estar a crescer pouco a pouco,
naquela época só era possível ver os filmes na versão em espanhol. E, no caso
de filmes musicais, como My Fair Lady, as letras das músicas também eram
traduzidas, o que às vezes era um autêntico desafio para encaixar a música
original. Para manter a métrica ou o ritmo, os tradutores precisavam fazer
pequenas alterações na letra original. No caso de uma das canções de My Fair
Lady, que em inglês se chamava “The rain in Spain”, a mudança foi
radical e se tornou “La lluvia en Sevilla es una pura maravilla”. A razão,
neste caso, era para necessidades argumentativas.
No texto em inglês o personagem de Eliza Doolittle tinha dificuldades com a pronúncia correta das letras “ai”, que em inglês às vezes adota o som [ei] e o professor usava a frase “the rain in Spain stays mainly in the plain” para ajudar Eliza a melhorar sua pronúncia. O problema é que em espanhol a frase “a chuva em Espanha fica principalmente na planície” não rimava bem e não tinha muita escolha de má pronúncia pois essas letras são pronunciadas como estão escritas e não havia muito argumento lógico para manter a frase original Assim, os tradutores escolheram focar-se na pronúncia da “elle”, que não todas as pessoas pronunciam igual.
Deve ser dito que o problema com a letra e a música não foi apenas na versão em espanhol. Na versão alemã, foi aplicado “Es grün so grün wenn Spaniens Blüten blühen“, que é “O verde é tão verde quando as flores florescem na Espanha”. E em italiano foi “La rana in Spagna gracida in campagna“, que seria “O sapo em Espanha croa no campo”. Mas nenhuma dessas versões foi tão bem sucedida como a espanhola, onde a frase penetrou profundamente na cultura popular e até hoje, mais de 60 anos após a estreia do filme, ainda é comum ouvi-la quando chega um dia de chuva em Sevilha.
Bem, parafraseando esta anedota poderia dizer-se que “A chuva em Portugal, também não está tão mal”. Para começar, porque a chuva mantém as paisagens verdes tão características e atraentes da geografia portuguesa. E o que permite que Portugal seja um dos países líderes em energia renovável, graças à energia hidroelétrica. Mas também porque isso permite ficar em casa, acender a lareira e desfrutar de uma tarde tranquila. Ou embarcar em descobrir alguns planos menos conhecidos pelos turistas e que garantem uma ótima tarde de diversão em família.
Começamos com um dos mais novos, o Quantum Park, em Lisboa, que oferece uma das maiores superfícies indoor de trampolins, áreas de escalada, rampas de skate e zonas de basketball da Europa.
Outro
clássico para os dias de chuva é o Oceanário de Lisboa, que em 2018 foi escolhido como
o melhor aquário do mundo pelo Tripadvisor, e oferece sempre muita qualidade e
atividades interessantes para toda a família.
Para aqueles
que estão na região Oeste e não se sintam com ganas de ir de carro para Lisboa,
também há planos próximos e atraentes. O Bowling Caldas, ao lado da zona desportiva municipal,
oferece bowling, jogos, karaokê e, às vezes, até música ao vivo. E nessa mesma
linha, outro plano interessante é o Indoor Karting Caldas da Rainha, que tem uma pista de kart pequena mas
divertida, e uma área de jogos com snooker e karaoke.
Uma opção de
excursão diferente é visitar as grutas Mira de Aire, localizadas a poucos quilómetros de
Fátima e que constituem o maior grupo de grutas de Portugal. Na época em que a
exploração comercial começou nos anos 70 do século passado, havia menos
sensibilidade para a preservação da natureza, e algumas pessoas podem pensar
que as cavernas têm muita intervenção humana. Mas a experiência ainda é muito
interessante e as crianças adoram a visita.
E também há
sempre o surf, que se pode desfrutar igual, e terminar mais ou menos o mesmo de
molhado com chuva ou sem ela. E até o golfe, que com a chuva é um pouco menos
agradável, mas se escolhermos os links da Praia del Rey ou West Cliffs, podemos mesmo ter uma experiência muito
semelhante à que os inventores deste desporto nas Ilhas Britânicas teriam em
seu tempo.
E, para fechar como começamos, um dos nossos planos favoritos é ir ao centro comercial La Vie, em Caldas, e ver um bom filme. A maioria dos filmes está na versão original, com legendas em português. A restauração neste shopping center é em formato de food court, que permite a todos escolherem o que querem, para toda a família encontrar qualquer coisa de seu agrado e para que a tarde de chuva seja superada com uma nota muito boa.
Abrimos o
fórum para partilhar mais ideias para dias de chuva.
Existem muitas letras de canções que contêm duplo sentido e sobre as quais se escreveram profundos tratados. Uma especialmente adequada para estas datas, quando o calor retorna e a temporada de praia está a começar, seria Cake by the Ocean, que triunfou em todo o mundo em 2016 e já é um clássico de verão. https://www.youtube.com/watch?v=vWaRiD5ym74
Em poucos países
como Portugal, pode-se aplicar a canção tão completamente. Na sua interpretação
mais literal encaixa perfeitamente com o costume tradicional português de tomar
na praia as bolas de Berlim.
Mas a adoração por este doce é tão popular que algumas pastelarias se especializaram e tornaram as bolas de Berlim a sua maior atração. A Natario, de Viana do Castelo, orgulha-se de vender mais de 1.000 diariamente. A Berlineta surgiu como uma lambreta-food truck itinerante, mas está a consolidar sua posição e já tem lojas fixas na Caparica, Sesimbra, Carcavelos e nas estações de Oriente e Santa Apolônia, em Lisboa. Sua aposta é a variedade de sabores, tanto nas massas, algumas tão originais quanto a beterraba ou cenoura, como nos cremes, que têm mais de vinte diferentes.
Nas praias
do Oeste destacam as de Paulino Ribeiro, da pastelaria Santa Cruz, na praia do
mesmo nome, apreciadas até pelo Presidente da República. Nos últimos anos, a Don
Paulino lhe surgiu um concorrente mais jovem, e com vistas diretas da praia, Farturas do Oeste, mas não será fácil superá-lo em
qualidade.
Outro nome
muito reconhecível é Concha, a melhor pastelaria de São Martinho do Porto, que
vende as bolas de Berlim durante todo o ano na rua de José Bento da Silva 41.
E também são
muito especiais as que vende o Forno de Beco, verdadeiro especialista em recuperar
sabores tradicionais desde a pequena travessia do Beco do Forno, no centro de
Caldas da Rainha.
Portanto,
seja na versão para praia ou sob o teto, tradicional ou com sabor, aproveitemos
o bom tempo, os dias de praia e tomemos inúmeros cakes by the ocean.
Muitos lembrarão a série Os homens do Presidente (The West Wing), que se desenvolveu durante sete temporadas entre o final do século passado e o começo do presente. Foi um thriller político com Martin Sheen, que supunha uma nova visão das interioridades da equipa presidencial americana.
Foi justamente durante esses mesmos anos que se realizou o design e desenvolvimento inicial do que hoje é uma das maiores atrações de Portugal e um verdadeiro luxo para qualquer amante do golfe: os quatro campos da zona da lagoa de Óbidos. Praia del Rey, Guardian Bom Sucesso, Royal Obidos e West Cliffs são quatro campos excelentes e espetaculares, todos já com prêmios internacionais, e com um futuro ainda mais prometedor. E que oferecem ao amante do golfe a incrível oportunidade de jogar em quatro campos de classe mundial distantes só cinco minutos uns dos outros. Parafraseando a série, os poderiamos chamar “The West Swing”.
Como esta semana muitos jogadores estarão já a olhar para suas agendas e seus tacos, vamos apresentar alguns detalhes desses quatro campos e algumas dicas para quem ainda não os conhece.
O primeiro
dos campos a abrir as portas foi o Praia del Rey, em 1997. Desenhado por Cabell B.
Robinson, combina buracos entre pinhais e links a beira do oceano. Às vezes, o
vento pode ser o maior desafio, portanto, quem não tiver tempo de jogar uma ronda
completa pode ter que escolher dependendo do tempo desse dia; os nove segundos
têm vistas espetaculares da costa do Atlântico, mas também são os mais
complexos se o vento soprar.
O Guardian Bom Sucesso foi inaugurado em 2008, com a peculiaridade de estar inserido em um resort de design e arquitetura, com casas assinadas por alguns dos melhores arquitectos do mundo. Outro elemento curioso em Bom Sucesso é que, ao estar integrado no universo do European Tour, organiza regularmente eventos e atividades profissionais, o que permite ao jogador amateur ver com que proximidade, ou distância, está seu scorecard das dos profissionais. Aquí podem ver-se, por exemplo, as dos jogadores que participaram na Q School do European Tour em outubro de 2018 e 2019.
O campo foi
desenhado por Donald Steel e, embora tenha alguns buracos interessantes e
complicados, pode-se dizer que tem um nível de dificuldade um pouco mais baixo
que o dos campos vizinhos, especialmente porque está menos exposto ao vento.
Desde o tee do espectacular buraco 17 podemos desfrutar de uma das
melhores panorâmicas de toda a área da lagoa.
O terceiro campo em ordem cronológica é o Royal Óbidos. Foi o último campo desenhado pelo Seve Ballesteros e tem alguns buracos que fazem boa a promessa de Seve de criar aqui um lugar maravilhoso para o golfe. Se só pudermos fazer nove buracos, vale a pena escolher os nove primeiros, que olham para a área da lagoa de Óbidos e incluem o carismático buraco 3, um par 3 com o green numa ilha, onde é necessário combinar a máxima precisão na escolha do taco e evitar se distrair com as belas vistas da lagoa.
O último dos
campos a abrir as portas, em 2017, foi o West Cliffs, que começou com grande força depois de
ter sido escolhido o “Melhor novo campo do mundo” pelo World Golf
Awards. Projetado por Cynthia Dye, a neta do lendário Pete Dye, é um campo
exigente, mas de grande beleza natural entre as dunas.
Os quatro campos
oferecem bons pacotes para poder experimentar um diferente todos os dias e eles
também tendem a oferecer preços especiais na temporada baixa e nas saídas à tarde.
E para
completar as possibilidades de golfe da região, há ainda mais duas opções
interessantes. Em primeiro lugar, a meio caminho entre Óbidos e Lisboa, na área
de Torres Vedras, encontra-se o Dolce Campo Real, um campo de 18 buracos desenhado por
Martin Ebert enquanto ainda fazia parte da equipa de design de Donald Steel. O
campo, inaugurado em 2005, se foi gradualmente consolidando e, em 2016, foi
escolhido o melhor resort de golfe em Portugal nos Global Brand Awards. É uma
aposta diferente, com muitos mais árvores e grandes declives que podem ser um
desafio para os menos preparados fisicamente.
E,
finalmente, uma opção menos ortodoxa, mas também de interesse, seria o campo de
nove buracos em Botado, ao lado do hotel MH Atlántico, a 1 km ao
sul de Peniche. É um campo mais selvagem, menos cuidado em algumas áreas, mas
precisamente por causa disso, beneficia-se de ter menos jogadores. É a opção
ideal para beginners ou famílias com crianças, que podem sair ao campo
sem muita pressão. E estando ao lado das praias de Supertubos e Consolação,
permite desfrutar de alguns buracos com vistas do oceano muito comparáveis
aos de seus vizinhos de maior pedigree. Em suma, uma alternativa interessante
para completar o leque da oferta de golfe na área.
E vocês? Já
jogaram nestes campos? Algum buraco foi especialmente memorável?
A origem da expressão remonta a vários séculos, até mesmo Shakespeare usou uma fórmula semelhante numa das suas obras, e ela continua a ser usada hoje.
O que não é tão conhecido é uma segunda parte, que apareceu no início do século passado nos Estados Unidos, e que diz que a satisfação o trouxe de volta.
Quer expressar que, embora um excesso de curiosidade possa ser perigoso ou contraproducente, o fato de encontrar respostas satisfatórias pode compensar o risco ou o esforço.
Em NAVE LAGOA somos dos que sempre querem buscar satisfação através das respostas e vamos tentar aproveitar esta página para partilhar descobertas.
Criar uma pequena comunidade na qual ajudarmos uns aos outros com pistas para percorrer as estradas físicas ou culturais, pelas regras escritas e não escritas, da região Oeste de Portugal, pelas experiências menos conhecidas de Óbidos, Nazaré, Caldas da Rainha ou Peniche, pelas praias mais recomendadas e também pelos planos para quem não gosta tanto da areia.
Vamos partilhar experiências sobre vários temas, desde o que é um RNH (que não é um novo grupo sanguíneo), até porque, nessa área, quem busca se redescobrir às vezes o consegue mais cedo com um “surf guide”, do que com ajuda mais tradicional.
Ecovias, ciclovias e ecopistas. O que são?
Para começar, hoje explicamos as diferenças entre ecovias, ciclovias e ecopistas, que são parecidas, mas não são o mesmo. O vamos fazer com três exemplos locais:
Ecovia Várzea da Rainha: Uma ecovia pode ser percorrida a pé ou de bicicleta e geralmente liga áreas de interesse ambiental. Nas informações da Câmara Municipal de Óbidos está bem descrita e detalhada a que mais gostamos na área, que vai desde a estação ferroviária de Óbidos até à praia do Bom Sucesso na lagoa. Há 15 km de estrada de terra (e apenas 500 m de estrada) que passam por pomares e pela ribeira sul da lagoa. O melhor, as vistas do Castelo de Óbidos da estrada, ao pôr do sol. O menos bom é que nos fins de semana de bom tempo pode haver muito ruído humano a quebrar a tranquilidade da lagoa.
Ciclovía São Pedro de Moel: Uma ciclovia é um espaço para a circulação de bicicletas. Na província de Leiria pode-se encontrar um dos melhores exemplos que um ciclista pode encontrar no mundo: a Ciclovia Estrada Atlântica. Da Nazaré ao Norte existem mais de 100 km de pista de asfalto, paralela, mas fisicamente separada da estrada, e com uma rota espetacular, entre florestas, dunas e pequenas vilas de pescadores. A parte que mais gostamos vai entre o Farol de São Pedro de Moel e a Praia da Vieira. São 14 kms de grande beleza e altamente recomendados, mas vale a pena explorar todo o resto das secções da Estrada Atlântica e a sua beleza tranquila.
Ecopista do Vouga: E finalmente, a palavra que dá título a esta entrada, que é claramente a mais evocativa das três porque inevitavelmente leva a pensar em ideias e pistas para aproveitar ao máximo a Natureza, a Natureza com letras maiúsculas. Uma ecopista é geralmente uma antiga rota ferroviária reconvertida em uma rota de pedestres ou ciclistas. É isso que, em Espanha e em outros países europeus, chamam Vias Verdes (Greenways), mas que em Portugal foi chamado ecopistas, porque a denominação Via Verde já era usada para os dispositivos das portagens. As ecopistas tendem a ser estradas de grande beleza, em locais com pouco trânsito, daí normalmente que a ferrovia estava fora de uso. Em Portugal existem várias, especialmente no Norte, mas gostamos especialmente a do Vouga, que corre paralelo ao rio entre Viseu e os arredores de Aveiro.
Alguém conhece outras rotas na área que valem a pena? Partilhem se faz favor suas experiências…